Infraestrutura e a Consolidação do 5G
A Huawei, gigante chinesa de tecnologia, está pronta para intensificar sua presença no Brasil, especialmente no setor de telecomunicações, conforme explicações de Rulli, um dos executivos da empresa. Segundo Rulli, o Brasil tem potencial para se tornar um polo global de data centers, focando na continuidade da implementação da infraestrutura necessária para a nova geração de telefonia móvel, o 5G. Ele enfatiza que a grande prioridade é alcançar áreas remotas, que ainda carecem de conectividade.
A recuperação da Huawei no Brasil começou no final de 2025, quando a empresa relançou sua linha de smartphones, começando pelos modelos mais sofisticados, como o bifold e o trifold. Essa estratégia visa reafirmar a marca no mercado e diversificar a oferta ao consumidor. Rulli ressalta que a empresa investiu consideravelmente em pesquisa e desenvolvimento (P&D) para garantir que seus produtos, incluindo smartphones, smartwatches e tablets, atendam às expectativas dos consumidores brasileiros.
Aposta no Mercado B2C
Embora a Huawei seja tradicionalmente reconhecida por suas operações B2B (business-to-business) no Brasil, o executivo afirma que a empresa está determinada a restabelecer sua presença no mercado B2C (business-to-consumer). A estratégia inclui lançamentos globais que também serão feitos no Brasil, seguindo a tendência dos novos produtos da linha Pura, que devem chegar em breve.
Além disso, a empresa planeja investir em marketing e na abertura de novas lojas para fortalecer seu relacionamento com os usuários, que demonstraram grande satisfação com o retorno da marca, reconhecendo a qualidade e o custo-benefício de seus produtos.
Expansão e Oportunidades de IA no Brasil
A Huawei tem apoiado ativamente a política do governo brasileiro voltada para a expansão de data centers, um projeto que promete posicionar o Brasil como um hub de referência para a América Latina. Rulli enfatiza as oportunidades que surgem com a aplicação de inteligência artificial (IA) no país, destacando que a Huawei lançou um serviço de IA na nuvem voltado para empresas e que planeja capacitar mil profissionais até 2026.
Com a implementação do 5G avançando, os principais desafios para as operadoras incluem a cobertura de áreas remotas e a monetização da tecnologia. O executivo observa que a continuidade da cobertura, tanto do 5G quanto da banda larga móvel, será fortemente apoiada pelo leilão da faixa de 700 MHz, que permitirá a cobertura de extensas rodovias federais e suas cidades circunvizinhas.
O Futuro do 5G e a Evolução Tecnológica
O cronograma de implementação do 5G no Brasil está adiantado em relação às exigências. Em 2026, a expectativa é que redes comerciais de 5G Advanced, ou 5.5G, estejam em operação. Essa nova tecnologia promete aumentar significativamente a velocidade e a densidade de equipamentos por quilômetro quadrado, o que é crucial para a evolução da Internet das Coisas (IoT).
A Huawei, que enfrentou restrições nos Estados Unidos desde 2019, continua a investir em P&D, o que representa mais de 20% da sua receita. Rulli menciona que essa situação desafiante impulsionou ainda mais os esforços da empresa para desenvolver tecnologias que não dependem de fornecedores externos, garantindo a autonomia e a sustentabilidade de sua operação no Brasil e no mundo.
Portanto, a Huawei se posiciona como um ator importante na transformação digital do Brasil, buscando não apenas expandir sua atuação em Telecom, mas também contribuir para a inclusão digital e a capacitação profissional, elementos essenciais para o desenvolvimento econômico e social do país.


