Uma Celebração da Música Latina
No último domingo, Bad Bunny encantou o público durante o intervalo do Super Bowl, em uma apresentação que, além de entretenimento, exaltou a rica cultura latina e suas raízes porto-riquenhas. A partir das 22h19 (horário de Brasília), o cantor trouxe um espetáculo vibrante, acompanhado por estrelas como Lady Gaga e Ricky Martin, prometendo uma festa cheia de dança e emoção, conforme havia anunciado anteriormente.
No palco central do Levi’s Stadium, em Santa Clara, Califórnia, onde ocorria o duelo entre os New England Patriots e os Seattle Seahawks, Benito Antonio Martinez Ocasio, conhecido como Bad Bunny, fez sua entrada triunfal. Seu cenário, que remetia a uma plantação, foi uma homenagem às origens do reggaeton e serviu como pano de fundo para músicas como “Tití me preguntó” e “Solita”.
Com uma coreografia impecável de um balé feminino ao seu redor, Bad Bunny navegou por sua apresentação, fazendo referência a ícones do reggaeton, como Tego Calderón, e ainda cantou um trecho de “Gasolina”, clássico de Daddy Yankee que ajudou a popularizar o gênero. O momento culminou quando ele passou os holofotes a Lady Gaga, que, com um vestido deslumbrante, interpretou uma versão em salsa de seu famoso hit “Die with a smile”.
Uma Nova Era para a Música em Espanhol
Em sua performance, Bad Bunny apresentou faixas como “Baile inolvidable” e “Nuevayol”, que trazem à tona a essência musical de Porto Rico, ligando passado e presente. O artista também destacou canções de seu aclamado disco “Debí tirar más fotos”, que recentemente lhe rendeu o Grammy de Álbum do Ano, um marco histórico, já que foi a primeira vez que um trabalho totalmente em espanhol conquistou esse prestigiado prêmio da indústria musical americana.
Reconhecido como o artista mais ouvido do mundo no Spotify em 2025, Bad Bunny tem se destacado continuamente, alcançando essa posição pela quarta vez desde 2020. Sua participação no Super Bowl, o evento de maior audiência nos Estados Unidos, foi não apenas uma exibição de talento, mas uma verdadeira celebração da cultura de Porto Rico, uma pequena ilha caribenha de pouco mais de três milhões de habitantes, que é um “território não incorporado” dos EUA desde o término da Guerra Hispano-Americana, em 1898.
Tradição e Crítica Social em Palco
A escolha de Bad Bunny para entregar a música “Lo que le pasó a Hawaii” a Ricky Martin, um dos pioneiros que abriram portas para os artistas porto-riquenhos internacionalmente, foi simbólica. Essa canção, uma das mais críticas do álbum “Debí tirar más fotos”, reforçou a mensagem de união e resistência da cultura latina. Em um momento tocante, Bad Bunny também entregou seu Grammy a um menino, simbolizando a esperança e o amor pela sua terra natal, Porto Rico, frequentemente vista como uma carta de amor musical.
O show, que durou aproximadamente 13 minutos, contou ainda com participações especiais de personalidades como o ator Pedro Pascal e as cantoras Cardi B e Karol G, todos com raízes latinas. Ao encerrar sua apresentação, Bad Bunny fez um pedido de bênçãos para a América e todos os países que a compõem, incluindo o Brasil, enfatizando a importância da união em tempos de incerteza e divisões.
Em um telão, a frase que ele proferiu no Grammy, “a única coisa mais poderosa que o ódio é o amor”, foi acompanhada de um desfile de bandeiras, reforçando sua mensagem de paz e solidariedade. Com essa apresentação grandiosa, o artista porto-riquenho provou que seu sucesso não é fruto do acaso, mas sim de um trabalho árduo e de uma profunda conexão com suas raízes culturais.


