Nosso Futuro Hospital Metropolitano
A construção do Hospital Metropolitano de Campinas foi anunciada como uma importante melhora para a saúde pública na região, mas já começa a enfrentar desafios logo em sua fase inicial. O terreno, doado pela Prefeitura de Campinas ao governo do estado, deveria ter suas obras iniciadas no primeiro semestre de 2026. No entanto, a Secretaria de Estado da Saúde confirmou ao G1 que a licitação para o projeto será divulgada apenas no segundo semestre.
De acordo com o Departamento Regional de Saúde (DRS) de Campinas, o projeto assistencial passa por uma revisão minuciosa para atender às demandas específicas da região. O foco principal será voltado a atendimentos de alta complexidade, que englobam áreas como neurologia, ortopedia e oncologia, entre outras.
No dia 7 de junho deste ano, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, confirmou oficialmente a construção do novo hospital, que visa atender não apenas a população da Região Metropolitana de Campinas, mas também as áreas do Circuito das Águas e as cidades de Bragança Paulista e Jundiaí, totalizando 42 municípios que se beneficiarão com adequações em seus serviços de saúde.
Um Hospital Para a Região
A secretária executiva de Saúde do Estado, Priscilla Perdicaris, ressaltou que a expectativa é que a nova unidade hospitalar entre em funcionamento em um prazo de dois anos. “Estamos comprometidos em fazer com que essa unidade esteja em operação em 24 meses. Já iniciamos os trabalhos de planejamento detalhado e a ideia é que a licitação ocorra ainda neste segundo semestre”, afirmou a secretária, demonstrando otimismo em relação ao projeto.
Divisão de Leitos e Estrutura do Hospital
O novo Hospital Metropolitano será equipado com uma infraestrutura moderna e abrangente, projetada para atender uma grande variedade de necessidades. A divisão de leitos é a seguinte:
- Clínica Cirúrgica: 8 salas de cirurgia (cardíaca, oncológica, ortopédica, neurológica e bariátrica), 100 leitos para adultos, 6 leitos destinados a obesidade e 6 leitos de isolamento.
- Pronto Atendimento: 3 consultórios, sala para curativos e gessos, 2 leitos de observação, além de salas de estabilização e reanimação.
- Radioterapia: 2 aceleradores lineares para fótons e elétrons, tomografia para simulação de radioterapia e braquiterapia.
- Quimioterapia: 20 poltronas e 4 leitos hospitalares.
- Serviços de Apoio Diagnóstico e Terapêutico (SADT): análises clínicas, exames anatomopatológicos, raio-x, ressonâncias, tomografias, ultrassonografias e endoscopias.
- Ambulatório: 18 consultórios médicos, 1 consultório odontológico e uma área voltada para reabilitação pós-cirúrgica em diversas especialidades.
- Hospital Dia: 18 leitos adultos, 2 leitos de obesidade e 3 salas para procedimentos e endoscopia.
- Terapia Intensiva: 47 leitos de UTI adulto, 3 leitos para obesidade e 10 leitos de UTI pediátrica.
- Clínica Médica: 150 leitos adultos, 6 leitos para obesidade, 6 leitos de isolamento e 20 leitos voltados para saúde mental.
É importante ressaltar que a área que abrigará o novo hospital também abriga o CAPS AD Sudoeste, conforme informam as fontes oficiais.
Desafios e Expectativas
A população aguarda ansiosamente a conclusão deste projeto, que promete não apenas ampliar a capacidade de atendimento da rede pública de saúde, mas também melhorar a qualidade dos serviços prestados na região. Entretanto, os atrasos na licitação levantam preocupações sobre o cumprimento dos prazos estabelecidos. Enquanto isso, as autoridades continuam a trabalhar na finalização dos detalhes do projeto, com a esperança de que o Hospital Metropolitano se torne uma realidade em breve.


