Detalhes do Caso de Nelson Carreira Filho
O Ministério Público (MP) de São Paulo protocolou um pedido para que sete pessoas sejam julgadas pelo Tribunal do Júri, acusadas de envolvimento na morte do empresário Nelson Carreira Filho, que desapareceu em 16 de maio de 2025, após uma reunião de negócios em Cravinhos, interior do estado.
Segundo as investigações, Nelson foi assassinado a tiros e seu corpo teria sido ocultado em um rio, o que aumentou a gravidade das acusações. O principal réu, Marlon Couto Paula Júnior, está foragido e é acusado de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
Embora o corpo de Nelson ainda não tenha sido encontrado, as evidências sugerem que ele foi enrolado em lonas antes de ser descartado em um rio. A Promotoria sustenta que existem indícios suficientes para levar os réus a julgamento, incluindo vestígios de sangue encontrados na cena do crime.
Acusados e suas Alegações
Entre os sete réus, destaca-se Marlon Couto, que é apontado como o autor do assassinato, além de ser procurado pelas autoridades desde o fim de maio do ano passado. O MP ressalta que ele responderá por homicídio qualificado, motivado por razões torpes, e por ocultação de cadáver.
Outros acusados, como o gerente Tadeu Almeida Silva e Felippe Miranda, são responsabilizados por ajudar na ocultação do corpo. De acordo com informações do MP, o parecer favorável à pronúncia inclui também Marcela Almeida, esposa de Marlon, além dos pais e irmão dele, Lilian Patrícia Paula e Murilo Couto.
Embora nem todos os réus tenham sido diretamente envolvidos no assassinato, a legislação permite que o Tribunal do Júri examine crimes conexos ao homicídio doloso, como é o caso presente.
O Desaparecimento de Nelson Carreira Filho
Nelson Carreira Filho, de 43 anos e residente em São Paulo, foi visto pela última vez após uma reunião em Cravinhos, onde desavenças comerciais podem ter motivado o crime. As investigações apontam que o assassinato foi premeditado, com Marlon desempenhando um papel central no planejamento da ação.
Após o desaparecimento, Tadeu Almeida se entregou à polícia, confessando que ajudou Marlon a enrolar o corpo de Nelson em lonas. Além disso, ele relatou ter levado o veículo do empresário até São Paulo, onde foi encontrado abandonado.
A polícia investiga a dinâmica do crime, onde se acredita que Tadeu tenha agendado uma dedetização na empresa para dispensar os funcionários durante a reunião. Isso levanta suspeitas sobre sua participação no planejamento do crime.
Desdobramentos e Prerrogativas da Justiça
O delegado Heitor Moreira relatou que, após o crime, Marlon teria levado o corpo para um rancho em Miguelópolis, onde o depositou em um rio. Durante a investigação e perícia na cena do crime, foram encontrados vestígios de sangue que corroboram a narrativa apresentada pelos réus.
Felippe Miranda, que teria ajudado Marlon a descartar o corpo, foi preso em Uberlândia, mas liberado logo após. O andamento do caso agora depende da decisão da Justiça sobre levar ou não os acusados ao Tribunal do Júri.
Este caso não apenas destaca as complexidades do sistema judiciário brasileiro, mas também revela a gravidade das consequências de desavenças comerciais. O MP segue firme em sua busca por justiça no caso de Nelson Carreira Filho.


