Ação Conjunta Contra o Furto de Petróleo
Neste mês, a região de Sorocaba foi palco da Operação Haras do Crime, que resultou na prisão de dois suspeitos envolvidos em um esquema de furto de petróleo. A operação, que cumpriu três mandados de prisão e dois de busca e apreensão, revelou que os detidos eram responsáveis pelo transporte do combustível por rodovias interestaduais. De acordo com informações da TV TEM, um dos presos reside em Sorocaba e o outro em Mairinque, ambos em São Paulo. Além disso, houve ações simultâneas em outros estados, incluindo Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, Maranhão, Santa Catarina e Sergipe.
As investigações indicam que o petróleo era extraído clandestinamente em um haras e que o prejuízo causado pelos desvios ultrapassa R$ 6 milhões. No total, sete pessoas foram detidas durante a operação, e elas foram encaminhadas ao Centro de Detenção Provisória de Sorocaba.
Desmantelamento de uma Organização Criminosa
A operação foi coordenada por agentes da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) e promotores do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ), que cumpriram 13 mandados de prisão e 16 de busca e apreensão. Segundo o delegado Pedro Brasil, a investigação teve início em 2024, após a prisão em flagrante de um suspeito realizando o furto de petróleo em uma propriedade rural em Guapimirim, conhecida como Fazenda Garcia. A fazenda pertence a uma família ligada ao crime organizado no Rio de Janeiro.
“A partir dessa prisão em flagrante, iniciou-se uma investigação que nos permitiu desbaratar toda uma organização criminosa responsável pela extração desse material”, explicou o delegado. A polícia ressaltou que o grupo possuía uma estrutura bem definida, com divisão de tarefas e hierarquia operacional, atuando de forma integrada em vários estados.
Ciclo Criminoso e Operação Interestadual
As investigações apontaram para a existência de um “ciclo criminoso integrado”, que se iniciava com a perfuração clandestina do duto e a proteção armada do local ilegal. Depois da perfuração, o petróleo era rapidamente carregado em caminhões-tanque, que utilizavam rotas interestaduais para evitar a detecção pelas autoridades. Essa forma de operação revela a complexidade e a audácia do esquema, que funcionava em várias frentes para garantir a continuidade das atividades ilícitas.
A operação Haras do Crime sinaliza um esforço significativo das autoridades em combater o crime organizado e os desvios de petróleo, que não apenas geram perdas financeiras, mas também afetam a segurança e a integridade do setor energético no Brasil. Com a prisão dos suspeitos e a apreensão de materiais, espera-se um impacto positivo na redução desses crimes e na proteção dos recursos naturais do país.


