Explorando Identidade e Memória no Teatro
Como se forma e se desmantela a identidade de uma pessoa? Essa intrigante questão é o fio condutor de “A Língua do Fogo”, um monólogo de autoficção idealizado pelo ator e dramaturgo Vinícius de Souza. A peça retorna aos palcos no dia 13 de março, uma sexta-feira, às 20h, no aconchegante Teatro de Bolso do Centro Cultural SESIMINAS.
Na narrativa, Vinícius dá vida a um professor que, em meio a uma aula, se vê repentinamente incapaz de se recordar de seu próprio nome. Esse momento, que à primeira vista pode parecer trivial, desestabiliza a ordem racional da realidade, criando um espaço onde o tempo se fragmenta, a linguagem falha e a linha entre o real e o sonho se torna nebulosa.
A obra se desenrola em um Brasil dos anos 90, período marcado pela formação de cidades industriais e pelo neocolonialismo latino-americano. A peça aborda temas relevantes como memória, identidade e pertencimento, utilizando experiências reais do artista durante sua infância no subúrbio de Contagem, em Minas Gerais. Ao transitar entre o sonho e a realidade, entre o cômico e o trágico, o familiar e o exótico, o íntimo e o coletivo, “A Língua do Fogo” convida o público a percorrer o palco como se estivesse navegando por um labirinto.
A direção da peça é assinada por Paulo André, do renomado Grupo Galpão, em parceria com João Marcelo Emediato, que juntos trazem uma interpretação profunda e reflexiva da obra.
Serviço:
A LÍNGUA DO FOGO
Data: 13, 14 e 15 de março de 2026
Horário: Sexta a domingo, às 20h – Duração: 60 minutos.
Local: Teatro de Bolso SESIMINAS, Belo Horizonte
Classificação Indicativa: 16 anos


