Crescimento nas Certificações Aumenta Esperanças de Reinserção Social
Um total de 413 adolescentes que cumprem medidas socioeducativas nas unidades da Fundação CASA no Estado de São Paulo conquistaram a certificação do ensino fundamental e médio através do Encceja voltado a pessoas privadas de liberdade em 2025. Este número representa um aumento de 5,6% em relação ao ano anterior, quando 391 jovens obtiveram aprovação. Essa iniciativa não só oferece uma nova chance educacional, mas também abre portas para oportunidades profissionais dentro do sistema socioeducativo.
As provas foram realizadas nos dias 23 e 24 de setembro em 71 centros de atendimento, com a participação de 2.210 adolescentes. Dentre os aprovados em 2025, 250 conseguiram concluir o ensino fundamental, enquanto 163 finalizaram o ensino médio. Na capital paulista, foram 109 jovens certificados, demonstrando o impacto positivo da educação para essa faixa etária.
A Região Metropolitana também apresentou resultados significativos, com municípios como Itaquaquecetuba, que teve 26 aprovados; Santo André, com 23; e Franco da Rocha, com 18. No litoral paulista, as certificações ocorreram em cidades como São Vicente (8), Peruíbe (6), Caraguatatuba (3) e Mongaguá (1). A distribuição das aprovações mostra que a educação está se tornando uma prioridade em diversas localidades do Estado.
O interior paulista também se destacou, sendo Ribeirão Preto o município com o maior número de certificados, totalizando 27. O CASA Ribeirão Preto foi o destaque entre as unidades, com 19 certificações, revelando a efetividade dos programas educacionais implementados na região. Outros municípios como Sorocaba e Lins também apresentaram bons resultados, com 20 aprovações cada um, sinalizando uma crescente valorização da educação mesmo em contextos desafiadores.
O Encceja para Pessoas Privadas de Liberdade (PPL) é um programa especialmente destinado àqueles que, por diversas razões, não puderam concluir seus estudos na idade regular. Para receber o certificado do ensino fundamental, é necessário ter, no mínimo, 15 anos, enquanto para o ensino médio a idade mínima exigida é de 18 anos. Essa flexibilidade possibilita que mais jovens tenham acesso à educação, mesmo em situações adversas.
A presidente da Fundação CASA, Claudia Carletto, destaca que esse avanço nas aprovações reflete a importância da educação como ferramenta de transformação social. A oferta de aulas nas unidades é viabilizada por meio de uma parceria com a rede estadual, onde professores da rede pública ministram as aulas e oferecem acompanhamento pedagógico focado na preparação para os exames e na continuidade dos estudos. Essa colaboração é essencial para garantir que esses adolescentes possam ter um futuro melhor, onde a educação desempenha um papel fundamental na reintegração à sociedade.
Portanto, a crescente taxa de certificação entre jovens em medidas socioeducativas não é apenas um número, mas um indicativo de que a educação pode, de fato, mudar vidas, proporcionando novas oportunidades e um caminho mais promissor para o futuro.


