O impacto do boca a boca na conquista de novos clientes pela Artplan
Antonio Fadiga, sócio-presidente da Artplan, acredita que o boca a boca de clientes satisfeitos é essencial para a conquista de novas contas. Em 2022, a agência do Grupo Dreamers alcançou o 7º lugar no ranking das melhores em novos negócios, elaborado pela Meio & Mensagem, ao conquistar sete novos clientes. Entre as marcas que passaram a integrar seu portfólio estão GWM, Braskem, Baruel, Melitta, Rede Américas, Mega Milhão e Nio.
Fadiga destaca que o modelo de entrega da Artplan é sempre multidisciplinar. Essa característica não depende apenas das empresas especializadas do holding, mas também da cultura e do treinamento que a agência tem investido nos últimos anos.
O presidente da Artplan ressalta que o crescimento da agência está diretamente associado à dedicação em manter um diálogo de alto desempenho com os clientes. De acordo com Fadiga, essa abordagem fortalece a harmonia interna e promove uma postura proativa para resolver problemas. Em entrevista, ele discute sobre o momento atual da agência e enfatiza a vantagem de ser uma empresa brasileira, especialmente na agilidade em atender as demandas dos clientes.
Meio & Mensagem: Quais fatores explicam o bom desempenho da agência em novos negócios no ano passado?
Antonio Fadiga: O fator mais importante é simples: clientes que falem bem de nós. A Artplan está há 12 anos seguidos na lista das melhores agências, segundo avaliação dos próprios clientes no Agency Scope. Também temos uma atenção especial para setores de mercado onde ainda não atuamos. Nossa entrega é sempre multidisciplinar, uma marca registrada, que se apoia não apenas nas empresas do Grupo Dreamers, mas no mindset, na cultura e no treinamento que temos promovido.
M&M: Quais mudanças estruturais foram implementadas para sustentar o crescimento da Artplan?
Fadiga: Contamos com lideranças fortes e atuantes que buscam impactar os negócios dos clientes. Fizemos investimentos significativos, especialmente na liderança criativa. A colaboração entre os CCOs Rodrigo Almeida, Rafael Gil e Marcello Noronha tem se mostrado poderosa, com debates mais maduros e repertórios complementares, resultando em entregas criativas de maior qualidade. Outros setores, como estratégia, negócios e mídia, também passaram por novidades importantes. Vale destacar a liderança de Gláucia Montanha, nossa CEO, que tem sido fundamental para manter a equipe alinhada e para que nossas decisões se traduzam em resultados concretos.
M&M: Que outros investimentos podem ser mencionados?
Fadiga: Temos investido bastante em dados, que chamamos de creative data, visando gerar insights acionáveis. Contudo, é preciso ressaltar que não adianta ter esses dados se a agência opera em silos. Também é essencial manter conversas de alto desempenho, que contribuem para a harmonia interna e fortalecem a cultura da proatividade e a postura “problem solver”. Nosso crescimento constante é fruto da inquietude empreendedora que nos caracteriza. Quando identificamos necessidades específicas de um cliente, rapidamente desenvolvemos uma equipe especializada e testamos soluções. Se a ideia for bem-sucedida, podemos lançar uma startup, transformando o líder do projeto em sócio.
M&M: Quais critérios orientam a participação da agência em concorrências e novos negócios sem comprometer a consistência operacional?
Fadiga: Novos negócios são uma verdadeira adrenalina para nossa equipe. Muitos colaboradores pedem para participar de processos de concorrência, pois sabem que é uma experiência diferente do cotidiano. É importante frisar que não há pressão para prospecção por parte dos sócios e que não buscamos comprometer a qualidade criativa. Nenhuma agência pode manter uma equipe de concorrência parada esperando oportunidades. Quando surgem, o primeiro passo é assegurar que essa dedicação não prejudique a qualidade das entregas aos clientes atuais. Priorizar novos negócios em detrimento dos clientes que já temos seria um erro estratégico.
M&M: Quais as vantagens de ser uma agência nacional e parte de um grupo brasileiro na disputa por novos negócios?


