Interior paulista se destaca nas apreensões de drogas
Recentemente, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo revelou que, no último ano, foram retiradas de circulação impressionantes 206 toneladas de drogas no estado. Dentre esse total, 143,4 toneladas foram capturadas no interior, marcando um aumento de 2,6% em comparação a 2024, quando as apreensões somaram 139,7 toneladas.
Entre os episódios mais significativos, destaca-se uma ação realizada em fevereiro, quando a Polícia Rodoviária conseguiu localizar 9 toneladas de maconha e skunk escondidas em uma carga de milho. Essa apreensão ocorreu na Rodovia Castello Branco (SP-280), na cidade de Porangaba.
Em setembro, outra ação de grande relevância foi registrada em Adamantina, na região de Presidente Prudente, onde um caminhoneiro foi flagrado transportando 7,8 toneladas de maconha disfarçadas em placas de gesso. Essas operações revelam a magnitude da luta contra o tráfico de entorpecentes no interior paulista, que se consolidou como uma verdadeira batalha.
Ao todo, a região de Presidente Prudente contabilizou 36,4 toneladas apreendidas, seguida pela região de Sorocaba, com 28,8 toneladas, e Bauru, que registrou 15,6 toneladas. A maconha foi a droga mais apreendida, totalizando 151,4 toneladas, seguida pela cocaína, com 31,8 toneladas, e crack e outras substâncias, que somaram 22,6 toneladas. Com essas apreensões, estima-se que o crime organizado tenha experimentado um prejuízo próximo a R$ 1 bilhão.
A “rota caipira” do tráfico de drogas
Segundo a SSP, a rota de tráfico que se estabelece nas cidades do interior tem sido apelidada de “rota caipira do tráfico de drogas”. Essa estratégia visa facilitar a circulação do entorpecente entre estados, otimizando o transporte até a capital paulista e, em algumas situações, até o Porto de Santos.
Uma vez no Porto, as drogas são embarcadas em navios e enviadas para países da África, Ásia e Europa, onde o valor do quilo da cocaína pode chegar a impressionantes US$ 80 mil. Essa informação, segundo a SSP, ilustra a dimensão do tráfico internacional e a seriedade do problema enfrentado pelas autoridades.
Vale destacar que, no Brasil, o tráfico de drogas é tratado com rigor pela Lei nº 11.343/2006, a qual prevê penas que variam de 5 a 15 anos de reclusão, além da aplicação de multas que podem oscilar entre 500 a 1.500 dias-multa.
O cenário aponta para uma crescente preocupação das autoridades em relação à segurança, especialmente no que diz respeito às cidades do interior paulista, que se tornaram pontos estratégicos para o tráfico. A luta contra essa realidade continua intensa, com as forças policiais se empenhando em combater o crime e proteger a população.


