Uma Tarde de Alegria e Inclusão
No dia 13 de fevereiro, uma sexta-feira marcada pelo Carnaval, o Centro TEA Paulista preparou uma programação especial voltada para seus atendidos e familiares, com diversas atividades festivas. Todas essas ações foram cuidadosamente adaptadas para respeitar as singularidades sensoriais, comunicativas e os comportamentos típicos de pessoas no espectro do autismo.
Intitulado Baile da Alegria Inclusiva, o evento será animado pelo Bloquinho Mundo Azul, um grupo de profissionais do próprio Centro que idealizou essa tarde repleta de diversão. As atividades incluem oficinas de máscaras, pintura facial e brincadeiras como a estátua – onde os participantes dançam durante a música e devem parar quando o som cessa – além de atividades com bola ao cesto colorido e um desfile voluntário de fantasias.
É importante ressaltar que a dinâmica do evento não contará com contagens de pontos, eliminações ou a definição de vencedores. Essa abordagem visa garantir um ambiente leve e acolhedor, onde todos os participantes tenham a oportunidade de se divertir sem a pressão de competitividade.
“O direito à convivência social, ao lazer e à cultura é garantido pela Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Portanto, um dos objetivos do nosso trabalho no Centro é proporcionar experiências de diversão que respeitem o jeito único de cada um”, afirmou Melissa Ferreira, psicóloga do Centro TEA Paulista.
Centro TEA Paulista: Um Espaço de Inclusão
Inaugurado em junho de 2025, o Centro TEA Paulista se estabelece como um espaço completo para acolhimento, atendimento e inclusão de pessoas com Transtorno do Espectro Autista, bem como de outras deficiências e seus familiares. Localizado na Vila Leopoldina, na zona oeste da capital paulista, o Centro faz parte de uma iniciativa estratégica da SEDPcD para fortalecer a rede de apoio e assistência às pessoas com deficiência em todo o estado.
Com essa programação, o Centro TEA Paulista reafirma seu compromisso em criar um ambiente inclusivo e acessível, onde todos possam celebrar o Carnaval de maneira divertida e respeitosa. A inclusão, de fato, é mais do que um dever; é um direito que deve ser garantido em todas as esferas da vida social.


