Um Mergulho nas Artes: Atividades Diversificadas e Acessíveis até o Final do Mês
Durante o mês de abril, a cidade de Sorocaba se transforma em um verdadeiro palco cultural com o Circuito Sesc de Artes 2026. Este projeto, que chega à sua 18ª edição, não apenas celebra os 80 anos do Sesc São Paulo, mas também se consolida como a maior edição da iniciativa até o momento.
Até o dia 26, o Circuito percorrerá 133 municípios da Grande São Paulo, incluindo interior e litoral, oferecendo um total de 123 atividades artísticas organizadas em 12 roteiros. Com mais de mil sessões programadas em praças e espaços públicos, a proposta é garantir o acesso democrático à cultura e à arte.
Na área atendida pelo Sesc Sorocaba, o evento passará por diversas cidades, como Itapetininga (neste sábado), Capão Bonito (12 de abril), Itapeva (18 de abril) e Itararé (19 de abril). Este abrangente roteiro reflete o compromisso do projeto em levar arte e cultura para o maior número de pessoas possível.
Realizado em parceria com prefeituras locais e sindicatos do comércio, o Circuito Sesc de Artes busca articular diferentes territórios e promover o encontro de diversas linguagens artísticas e de múltiplas gerações. A programação é vasta, envolvendo teatro, música, dança, circo, literatura, artes visuais e inovações tecnológicas.
No itinerário que abrange Itapetininga e Capão Bonito, a música se destaca de diversas formas. O DJ Nelson Maçã traz ao público uma discotecagem interativa, que transita por estilos como samba rock, MPB e soul. Por outro lado, o grupo Comadres apresenta o show “Tem pimenta no forró!”, enaltecendo ritmos tradicionais como xaxado, baião e arrasta-pé, além de fazer referências a grandes nomes da música popular brasileira.
A inovação sonora também ganha destaque com “Tapeçaria Sônica”, uma atividade conduzida pelo artista Mauro Tanaka, que propõe uma instalação interativa utilizando instrumentos feitos a partir de objetos do cotidiano.
No campo teatral, o Coletivo Estopô Balaio traz o cortejo “Algum Desses é Seu Parente?”, que combina música, dança e narrativa coreográfica, abordando questões de ancestralidade e a rica formação cultural brasileira. No universo do circo, a dupla Ás Mágicas apresenta “Contém Magia”, uma intervenção recheada de números de ilusionismo que promete aproximar artistas e público.
A literatura não fica de fora da programação. O coletivo Azuka foi designado para a mediação “Sons & Sinais”, uma atividade que promove leitura, brincadeiras e interação, utilizando tanto o português quanto a Libras.
Por fim, nas artes visuais, o artista Rodrigo Motta lidera a vivência “Adesivo ilustrado com estêncil e tinta spray”, onde compartilha técnicas de estêncil com temáticas voltadas à representatividade negra e à cultura afro-brasileira. Essa proposta não apenas estimula a criatividade, mas também promove uma reflexão sobre a identidade cultural.


