Iniciativa Inovadora da Anatel
A Anatel, por meio de sua recente decisão, permitirá que empresas de telecomunicações abatem dívidas ao conectar faculdades à internet. Essa medida, que abrange pelo menos 118 unidades de universidades públicas e institutos federais, visa resolver problemas de conectividade que afetam instituições localizadas em 39 localidades diferentes. O valor total das multas que estas empresas têm acumulado é de R$ 29 milhões, e a decisão abrange grandes provedores como Telefônica, Claro, Tim e Sky.
O conselheiro Octavio Pieranti, em entrevista à Agência Brasil, detalhou que essa inovação pressiona as prestadoras a cumprirem a obrigação de conectar as unidades de ensino à internet através da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). Essa rede, que oferece suporte técnico e infraestrutura de internet às faculdades, é crucial para a modernização das instituições de ensino.
“Se elas optarem por não cumprir essa determinação, podem solicitar a conversão dessa obrigação em multa, renunciando, assim, a um desconto de 5% que poderia ser aplicado”, explicou Pieranti. Ele ressaltou que existem regiões isoladas em campus universitários que ainda não contam com acesso à rede, o que limita as oportunidades educacionais e de pesquisa.
O objetivo da Anatel, com esta diretriz, é facilitar a inclusão de unidades de ensino que, por algum motivo, ainda não estão integradas à RNP, promovendo acesso a internet de alta velocidade e serviços acadêmicos essenciais. “Essa é uma maneira de garantir que até as unidades mais remotas possam usufruir de uma conexão digna e adequada”, acrescentou o conselheiro, que foi o responsável pela proposta aprovada.
Possibilidade de Ampliação do Número de Beneficiados
Além das 118 unidades inicialmente mapeadas, Pieranti comentou que há possibilidade de inclusão de outras 226 instituições que também podem necessitar de conectividade. No entanto, a implementação desses serviços não seguirá uma lógica de prioridade regional. “O critério utilizado será a diversidade. Assim, a empresa que decidir participar poderá escolher as unidades com base na lista fornecida, assegurando que cada nova unidade escolhida pertença a uma macro região diferente da anterior”, finalizou.
Com isso, o projeto não apenas busca resolver as dificuldades de conectividade, mas também incentivar a responsabilidade social das empresas de telecomunicações. Essa é uma oportunidade de melhorar a infraestrutura educacional do Brasil, promovendo a inclusão digital e garantindo que mais estudantes tenham acesso a recursos acadêmicos de qualidade.


