O Papel do Cooperativismo no Agronegócio
Com uma base sólida de mais de 80 mil associados e 36 agências, o Sicredi Planalto Central é uma força atuante no Distrito Federal, Goiás, noroeste de Minas Gerais e oeste da Bahia. Criado em 2008, a cooperativa faz parte da rede nacional do Sicredi, focando no desenvolvimento regional ao reinvestir recursos nas comunidades onde opera. Esse modelo não apenas impulsiona o agronegócio, mas também oferece suporte a pequenos negócios, promovendo um ciclo de prosperidade local.
O Sicredi, com mais de 120 anos de história, se destaca como uma instituição financeira cooperativa que disponibiliza mais de 300 produtos e serviços financeiros adaptados para atender às necessidades de agricultores, pessoas físicas e jurídicas. Desde a abertura da primeira agência na Asa Sul, há oito anos, a cooperativa tem se comprometido em fornecer soluções financeiras personalizadas, educação financeira e consultoria especializada para seus associados.
Carlos Canedo, diretor de Negócios do Sicredi Planalto Central, ressalta a importância da proximidade com os associados. “Nós nos consolidamos como um motor de impacto econômico e social que conecta a comunidade local às oportunidades e transforma a realidade regional com foco total no protagonismo do associado.” Essa característica é um diferencial no cooperativismo, onde as decisões estratégicas são tomadas em conjunto com os membros.
Impacto Econômico e Social
Na prática, a cooperativa busca estabelecer conexões significativas entre pessoas, empresas e produtores rurais, com o objetivo de construir um futuro mais próspero e sustentável. Canedo destaca que o acesso ao crédito é fundamental para o crescimento econômico. “Quando uma empresa obtém recursos para expansão ou investimento em tecnologia, isso desencadeia um efeito dominó: movimenta fornecedores, gera empregos e aumenta a renda local. O mesmo se aplica ao produtor rural que financia máquinas ou insumos, fortalecendo a cadeia produtiva e contribuindo para a sustentabilidade do agronegócio,” explica.
Esse ciclo virtuoso é essencial, pois garante que os recursos permaneçam em circulação dentro da própria comunidade, fomentando a prosperidade coletiva. O diretor observa que, no Distrito Federal, a agroindústria tem sido crucial para agregar valor à produção local, com destaque para segmentos como alimentos minimamente processados, frutas secas, castanhas e sucos naturais, todos com uma presença marcante em eventos como a AgroBrasília.
Os dados são animadores: na safra 2024/25, foram colhidas aproximadamente 931,5 mil toneladas de grãos, um salto de 18,1% em relação ao ano anterior, cultivando-se 186,4 mil hectares. O aumento significativo na produção de milho (+19,4%) e soja (+13,4%) evidencia a relevância do agronegócio no DF. Além disso, a produção agropecuária alcançou um valor bruto estimado em R$ 5,8 bilhões em 2024. O crescimento também se reflete na floricultura, que teve um aumento de 29%, e na fruticultura, que cresceu 18%, com 55 hectares dedicados à produção de uvas e 40 hectares à vitivinicultura.
Desafios e Oportunidades do Cooperativismo
Apesar dos avanços, Canedo aponta os desafios que o setor financeiro cooperativo enfrenta. O principal deles é a rápida transformação digital, que exige soluções inovadoras sem perder a essência do cooperativismo, que é a proximidade com os associados. A atração de novos públicos e a promoção da educação financeira também são fundamentais para fortalecer o papel da cooperativa na inclusão e no desenvolvimento sustentável.
“Em um mercado que se torna cada vez mais digital, o relacionamento humano é um diferencial importante, gerando confiança, empatia e proximidade. As pessoas buscam soluções financeiras ágeis, mas também querem ser ouvidas e compreendidas. No Sicredi, esse vínculo vai além da simples transação: nossos colaboradores conhecem a realidade dos associados, oferecem orientação personalizada e estão ativamente envolvidos na vida das comunidades,” afirma Canedo.
O Sicredi está se preparando para o futuro com um modelo que combina tradição e inovação. “Investimos fortemente em tecnologia e segurança digital, oferecendo soluções modernas e um modelo de atendimento que mescla conveniência digital e proximidade humana. Nossas agências físicas continuam a ser essenciais, proporcionando um espaço para os associados. Além disso, garantimos uma gestão responsável, práticas sustentáveis e um foco no desenvolvimento comunitário, assegurando que nosso crescimento seja equilibrado e inclusivo,” conclui.
Entrevista com Carlos Canedo: Visão sobre o Cooperativismo
Por que o modelo cooperativista tem ganhado mais relevância no Brasil?
O modelo cooperativista se destaca por promover inclusão econômica e social, reinvestindo resultados localmente e fortalecendo as comunidades. Os associados, como verdadeiros donos do negócio, participam das decisões e compartilham os resultados, o que se reflete no crescimento expressivo do setor. Em 2024, alcançamos 19,2 milhões de associados, com ativos que expandiram 21,1%, superando o crescimento dos bancos convencionais, além de um avanço de 23,9% em 2023 frente aos 10,5% do Sistema Financeiro Nacional.
Quais são os principais produtos e serviços oferecidos hoje?
Atualmente, o Sicredi disponibiliza um portfólio com mais de 300 soluções financeiras, que incluem conta corrente, cartões, linhas de crédito, consórcios, seguros e produtos de investimento. Esses serviços estão disponíveis de forma prática através dos canais digitais, garantindo segurança e conveniência, ou presencialmente em nossas agências, onde o atendimento é consultivo e próximo.
Qual é o perfil dos associados atendidos?
A Sicredi Planalto Central opera com uma política de livre admissão, permitindo que qualquer pessoa se torne associada, sejam indivíduos, empresas ou produtores rurais. Nosso público é diversificado, e nosso diferencial é entender as necessidades específicas de cada cliente, oferecendo soluções personalizadas que ajudam a movimentar a economia local e contribuem para o desenvolvimento das comunidades.


