Condições desafiadoras no MCG levantam questões sobre o futuro do críquete
Todd Greenberg, CEO da Cricket Australia, expressou preocupação no último sábado sobre o impacto negativo dos testes curtos nos negócios do críquete. Sua declaração veio após uma série de críticas ao estado do campo do Melbourne Cricket Ground (MCG), onde 26 postigos caíram durante as primeiras sessões do quarto teste entre Austrália e Inglaterra. Os anfitriões foram rapidamente eliminados por 152 corridas, enquanto os turistas conseguiram apenas 110. O cenário alarmante continuou, com mais seis postigos caindo na manhã seguinte, deixando a Austrália em uma situação precária de 98-6 durante o intervalo para o almoço.
O número de postigos caídos foi o maior registrado no primeiro dia de um Teste de Cinzas desde 1909. Esse evento se seguiu a uma abertura de série igualmente problemática em Perth, onde 19 postigos foram conquistados. Com 94.000 espectadores lotando o MCG para o primeiro dia, Greenberg destacou a grande emoção do evento, mas também enfatizou a necessidade de melhorar a experiência dos espectadores a longo prazo. ‘Foi um dia incrível de teste de críquete, mas nosso desafio é garantir que essas experiências sejam sustentáveis ao longo do tempo’, afirmou.
O campo de Melbourne foi preparado com uma camada de 10 milímetros de grama, o que o tornava extremamente favorável para os arremessadores, propiciando um movimento significativo e saltos sob o céu nublado. Greenberg não hesitou em afirmar que a tendência para partidas de teste mais curtas não era do interesse da Cricket Australia. ‘Testes curtos são ruins para os negócios. Não posso ser mais direto do que isso’, declarou.
Além de Greenberg, outros nomes importantes do críquete também criticaram as condições do campo. O ex-capitão da Inglaterra, Michael Vaughan, descreveu a situação como ‘uma piada’, sugerindo que isso prejudicava o jogo como um todo. Seu colega, Alastair Cook, também se manifestou, classificando as condições como ‘uma competição injusta’.
Greenberg insinuou que uma abordagem mais interventora pode ser necessária para lidar com a situação. ‘É difícil não se envolver mais quando você vê o impacto no esporte, especialmente em termos comerciais’, disse ele. O CEO não quer intervir diretamente nas operações do campo, mas acredita que é crucial ter expectativas realistas para o futuro da temporada.


