O Papel Transformador da Cultura no DF
Em 2025, a cultura se firmou como um elemento essencial para o crescimento do Distrito Federal. Durante todo o ano, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF) promoveu uma série de eventos que não apenas garantiram acesso democrático, mas também valorizaram a produção local e impulsionaram a economia regional. Um dado impressionante é que, exceto pelo Carnaval, para cada R$ 1 investido pelo Governo do DF em iniciativas culturais, outros R$ 3 retornaram à sociedade na forma de empregos diretos e indiretos, tributos e movimentação no setor criativo.
O Carnaval se destacou como o maior exemplo do impacto cultural. Com um investimento de R$ 8,5 milhões, a festividade atraiu cerca de 700 mil pessoas, abrangendo 11 regiões administrativas e gerando aproximadamente R$ 320 milhões, conforme as estimativas da Confederação Nacional do Comércio. Esse evento não apenas elevou o uso do transporte público, mas também consolidou Brasília como um destino cultural durante os feriados.
Eventos Culturais e Seus Efeitos Econômicos
O primeiro semestre do ano também foi marcado por eventos significativos, como o Distrito Junino, que reforçou tradições populares e trouxe grandes quadrilhas, shows e atividades familiares a diversas localidades. Com um investimento de R$ 2,35 milhões, o evento teve um forte impacto no comércio local e no setor de eventos. A Expoabra, uma das maiores feiras do agronegócio e cultura rural do Centro-Oeste, contou com um investimento de R$ 3,36 milhões, combinando shows, exposições e geração de negócios.
Eventos já consolidados no calendário cultural da região também se mostraram robustos. A Festa do Morango, realizada em Brazlândia, atraiu milhares de visitantes com um investimento de R$ 745 mil, fortalecendo tanto a agricultura familiar quanto o turismo gastronômico. A Expomix, com um aporte de R$ 2,61 milhões, apostou na diversidade musical e no público jovem, enquanto o Festival do Parque, que contou com R$ 2,91 milhões, integrou cultura, lazer e a ocupação qualificada de espaços públicos.
Valorização da Diversidade e da Memória Cultural
A agenda cultural do DF ainda foi marcada por ações voltadas para a valorização da diversidade e da memória. O Mês da Consciência Negra, com um investimento de R$ 2,28 milhões, realizou debates, shows e atividades de formação cultural, refletindo a importância da inclusão. O projeto Brasília Museu Aberto, que recebeu R$ 260 mil, levou exposições e ações educativas a espaços públicos, aproximando a população do rico patrimônio cultural da capital.
De acordo com Claudio Abrantes, secretário de Cultura e Economia Criativa do DF, os resultados obtidos demonstram que investir em cultura é investir nas pessoas. “A cultura gera emprego, movimenta a economia e, ao mesmo tempo, fortalece vínculos, identidade e pertencimento. Em 2025, conseguimos levar uma programação de qualidade a todas as regiões e evidenciar, com dados e resultados, que a cultura é parte essencial do desenvolvimento do Distrito Federal”, afirmou.
Com um alcance territorial significativo, diversidade de linguagens e um impacto econômico claramente mensurável, a política cultural do DF em 2025 reafirmou o papel da cultura como um motor social e econômico vital para a capital.


