Cidades em Foco no Mercado Imobiliário
Fortaleza destacou-se como a cidade mais atrativa para projetos imobiliários de padrão econômico em 2025, enquanto São Paulo manteve-se na liderança em empreendimentos de padrão médio. Brasília, por sua vez, conquistou o primeiro lugar no segmento de alto padrão. As informações são do Índice de Demanda Imobiliária (IDI Brasil), que analisa o desempenho do mercado em 80 cidades, em colaboração entre o Sienge e a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).
O Sienge, um importante ecossistema de tecnologia voltado para a construção e o mercado imobiliário, aponta que o último trimestre de 2025 confirmou uma maior competitividade entre as regiões do Brasil, refletindo um ano menos concentrado em termos de demanda.
Durante as quatro edições do IDI Brasil em 2025, a pesquisa evidenciou uma mudança no eixo de protagonismo no setor. No início do ano, Curitiba liderou o segmento econômico, enquanto Goiânia se destacou no médio padrão e São Paulo dominava o alto padrão.
Movimentações do Mercado ao Longo do Ano
Nos trimestres seguintes, cidades como Sorocaba e Belém começaram a mostrar crescimento, mas foi no terceiro trimestre que Fortaleza assumiu a liderança. Outras capitais nordestinas, como Recife, Salvador e São Luís, também avançaram nas classificações. O fechamento do ano consolidou esse novo cenário regional, apontando para um redesenho no mapa da demanda imobiliária.
Gabriela Torres, gerente de Inteligência Estratégica do Sienge, ressalta que a evolução do IDI ao longo de 2025 indica que o mercado imobiliário brasileiro entrou em uma fase de maior dinamismo. “Os rankings tornaram-se mais fluidos, mostrando que a demanda está reagindo de maneira mais sensível a fatores econômicos, oferta e perfil de lançamentos. Isso requer um acompanhamento constante e decisões informadas com base em dados atualizados”, observa.
Fortaleza e Seu Crescimento no Mercado Imobiliário
Fortaleza começou 2025 entre as líderes do segmento econômico, que abrange famílias com rendimentos entre R$ 2 mil e R$ 12 mil e imóveis avaliados entre R$ 115 mil e R$ 575 mil. A cidade não apenas assegurou a liderança no terceiro trimestre, mas também se destacou no alto padrão, terminando o ano na segunda posição. O estudo revela que a capital cearense conseguiu figurar entre as cinco primeiras em todos os perfis de renda ao final do ano.
São Luís também apresentou uma evolução significativa em 2025. No segmento de médio padrão, a cidade saltou da 47ª para a 24ª posição. No alto padrão, subiu 11 colorações, enquanto no econômico, avançou sete. Esse desenvolvimento foi impulsionado pela atratividade dos lançamentos e pela expansão da oferta de imóveis.
Goiânia e o Equilíbrio de Seu Mercado
A capital goiana manteve-se entre as cinco melhores no padrão econômico durante todo o ano. No médio padrão, que abrange famílias com rendimentos entre R$ 12 mil e R$ 24 mil e imóveis que vão de R$ 575 mil a R$ 811 mil, Goiânia esteve entre as três primeiras colocadas em todos os trimestres. No alto padrão, manteve a segunda posição em três avaliações, terminando 2025 na quarta posição, após o crescimento de Brasília e Fortaleza.
Renato Correa, presidente da CBIC, destaca que poucos centros urbanos conseguiram combinar esse desempenho contínuo. Goiânia, segundo ele, apresenta um equilíbrio entre demanda direta, dinâmica econômica e capacidade de absorção de novos lançamentos, o que indica oportunidades estruturais para investidores.
Presença de Cidades Não Capitais entre os Principais Mercados
O ano de 2025 também foi notável pela inclusão de cidades não capitais entre os principais mercados. Sorocaba, por exemplo, consolidou-se como a única não capital no Top 10 do padrão econômico, figurando ainda entre os destaques do médio e alto padrão. Seu crescimento foi sustentado pelo aumento da demanda e pela forte atratividade de novos empreendimentos.
Porto Belo e Campinas também se destacaram. Porto Belo, no alto padrão, manteve-se relevante, enquanto Campinas subiu 16 posições, encerrando o ano entre os 15 melhores do segmento.
Perspectivas para 2026
Com a alternância nas lideranças e o crescimento do IDI, o cenário para 2026 parece ser ainda mais competitivo. A liderança de Brasília no quarto trimestre de 2025 representa uma mudança significativa. No segmento econômico, Fortaleza consolidou a liderança, enquanto São Paulo, Curitiba e Goiânia mantiveram uma disputa acirrada no médio padrão.
Gabriela Torres enfatiza que a movimentação do IDI ao longo do ano aponta para um crescimento diversificado, com avanços nas capitais do Nordeste e a consolidação do Centro-Oeste. José Carlos Martins, presidente do Conselho Consultivo da CBIC, ressalta a importância de utilizar esses dados para melhor compreender o comportamento do mercado e tomar decisões informadas sobre investimentos.


