O Papel do Diálogo Institucional nas Eleições de 2026
João Sabino, diretor de políticas públicas do iFood, destacou que o momento político atual é crucial para moldar o cenário eleitoral de 2026. Em uma entrevista à TMC, realizada durante um painel do Instituto Esfera em São Paulo, Sabino enfatizou a relevância de eventos que reúnem líderes partidários e representantes do setor produtivo.
O evento, que ocorreu na última segunda-feira (23/02), contou com a participação dos presidentes dos partidos PL e União Brasil, respectivamente Valdemar Costa Neto e Antônio Rueda. Durante o encontro, foram debatidos os cenários político e econômico em relação às eleições gerais que se aproximam.
De acordo com Sabino, o timing do encontro é estratégico, uma vez que março marca a fase de fechamento da janela de migração partidária, permitindo que parlamentares troquem de legenda. Neste período, as candidaturas e alianças começam a se consolidar, mesmo que ainda não sejam formalizadas publicamente. “O tabuleiro já começa a ser definido agora. Quando você vê quem são as chapas e onde estão as articulações, já é possível ter um prognóstico do que será a eleição”, afirmou.
O diretor do iFood avaliou que a disputa presidencial de 2026 tende a ser acirrada, semelhante aos últimos pleitos, mas ressaltou que o processo eleitoral não se limita apenas à corrida ao Palácio do Planalto. As eleições para governadores, senadores e deputados federais e estaduais também adicionam complexidade às articulações políticas.
Para Sabino, os encontros com lideranças partidárias são fundamentais para que o setor privado compreenda melhor o ambiente político e suas implicações nos negócios. “É importante entender para onde a política vai correr neste ano”, afirmou.
Ao falar sobre o futuro próximo, o executivo ressaltou que as empresas não devem adotar posturas partidárias, mas sim manter um diálogo institucional com várias forças políticas. “A empresa não escolhe lado. É preciso fazer um bom trabalho de representação institucional”, comentou.
Sabino também reconheceu que uma eleição acirrada pode gerar mais volatilidade no mercado, mas destacou que, atualmente, os prognósticos econômicos estão consolidados. Ele acredita que o futuro do país após outubro vai depender da escolha entre continuidade ou mudança na condução política.
O painel do Instituto Esfera também teve participação ativa de Valdemar Costa Neto e Antônio Rueda, que discutiram estratégias partidárias e abordaram temas como a PEC que visa extinguir a escala de trabalho 6×1. Ambos se mostraram contrários à proposta e afirmaram que trabalharão para barrá-la no Congresso.


