Um Ícone de História e Cultura Paulistana
Neste dia 16 de outubro, a Estação da Luz da CPTM celebra 159 anos como um dos maiores símbolos da história e cultura de São Paulo. Desde sua construção, em 1867, a estação tem desempenhado um papel essencial no cotidiano de cerca de 140 mil pessoas que utilizam os trens das Linhas 10-Turquesa, 11-Coral e o serviço Expresso Aeroporto. Com uma área que abrange 13,2 mil metros quadrados, ela também oferece integrações com as Linhas 1-Azul e 4-Amarela do metrô.
Localizada em um ponto estratégico da capital paulista, a Estação da Luz não é apenas um marco arquitetônico, mas também um patrimônio histórico e cultural que contribuiu para o desenvolvimento da cidade e do Brasil. Ao longo dos anos, ela se transformou em um dos principais pontos turísticos do país, atraindo visitantes interessados em sua rica história.
Trajetória da Estação: Do Passado ao Presente
A história da Estação da Luz começa com a sua construção, que teve início em 1866, sob o nome de Estação São Paulo. Desde então, ela se tornou um elemento-chave na expansão urbana e no avanço econômico da região, especialmente com a abertura da primeira ferrovia do Estado de São Paulo, a São Paulo Railway (SPR). Essa linha ferroviária ligava Santos a Jundiaí, percorrendo 159 quilômetros e conectando várias cidades importantes ao longo do trajeto.
O prédio icônico passou por diversas transformações e renovações ao longo de sua história. Preservada e tombada por órgãos como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (CONDEPHAAT), a estação foi reconstruída em três etapas: a primeira em 1867, a segunda em 1880 e a terceira entre 1895 e 1901, resultando no edifício que conhecemos hoje.
Arquitetura que Encanta e Impressiona
A arquitetura da Estação da Luz foi projetada por Charles Driver, um arquiteto britânico, em colaboração com a empresa inglesa Fox and Mayo. O projeto apresenta características da arquitetura britânica do século XIX, com elementos góticos que lembram as torres da Abadia de Westminster e um relógio que se inspira no famoso Big Ben. A maioria dos materiais utilizados na construção foi importada da Grã-Bretanha, incluindo itens provenientes de Glasgow, na Escócia.
Originalmente, a estação operou até 1888, quando seu crescimento acelerado em número de passageiros e a demanda por melhores condições de espaço levaram à necessidade de ampliação. Assim, em 1° de março de 1901, o novo edifício foi colocado em operação. Porém, a história da estação não foi isenta de desafios; em 1946, um incêndio danificou parte da estrutura, mas após reformas, foi reaberta em 1951 e, no fim de 1996, começou a operar com os trens metropolitanos da CPTM.
Importância Cultural e Restaurações Recentes
Entre as intervenções importantes realizadas na estação, destaca-se a construção do Museu da Língua Portuguesa, que foi completamente restaurado após um incêndio em 2015. Em 2020, a CPTM, em parceria com a Secretaria Estadual de Cultura de São Paulo, a Fundação Roberto Marinho e órgãos de preservação do patrimônio, realizou um extenso trabalho de restauração e pintura das fachadas e torreões da Estação da Luz.
Para Michael Cerqueira, presidente da CPTM, valorizar o patrimônio cultural é fundamental para preservar a identidade e a memória da cidade para as futuras gerações. “A Estação da Luz é uma referência do legado da cidade e somos guardiões desse importante acervo”, afirma.


