Uma Viagem pela Poesia Visual
A Biblioteca Pública de Santa Catarina se prepara para receber a exposição individual e itinerante ‘Convergências’, do renomado artista e escritor Tchello d’Barros. A abertura está marcada para o dia 4 de fevereiro de 2026, às 19h, e a mostra ficará disponível para visitação gratuita até 4 de abril de 2026. Com curadoria de Rogéria Albrecht, a exposição promete ser uma verdadeira imersão nas poesias visuais do artista, que dialoga com diversos meios, como livros, vídeos, instalações e projeções em locais públicos.
Com um projeto multimídia, ‘Convergências’ já percorreu 18 instituições culturais em 11 estados brasileiros, além de sete países, incluindo Bolívia, Chile, Espanha, Itália, Portugal, Sérvia e Uruguai. A mostra traz uma seleção retrospectiva de 30 poemas visuais, que vão desde a primeira obra, esboçada em um guardanapo em Blumenau em 1993, até a mais recente, criada no Canal do Panamá em 2025. A curadoria desta versão da exposição destaca obras que exploram reflexões sobre a vida cotidiana na sociedade contemporânea.
A Revolução da Poesia Visual
A poesia visual, que emergiu como um movimento estético na década de 1950, tem ganhado espaço tanto no Brasil quanto no exterior, impulsionando uma produção significativa que amplia essa linguagem que une literatura e artes visuais. No século XXI, essa forma de arte se estabeleceu em exposições em museus e galerias, além de se tornar um assunto em crescente destaque nas pesquisas acadêmicas e na educação, incorporando-se a livros didáticos.
As obras de poesia visual não apenas são exibidas em mostras individuais e coletivas, mas também circulam em publicações literárias, jornais culturais e livros de arte. A popularidade da poesia visual é tamanha que já existem disciplinas universitárias dedicadas ao seu estudo, colecionadores no mercado de arte, congressos temáticos e editais específicos voltados para essa forma de expressão artística.
Quem é Tchello d’Barros?
Tchello d’Barros, natural de Brunópolis e atualmente residindo no Rio de Janeiro, é um artista multifacetado que viveu em 15 cidades brasileiras e fez intercâmbios culturais em 21 países. Sua trajetória artística começou em Blumenau e se espalhou por Maceió, Belém e a capital fluminense. Engajado na produção cultural, Tchello também atua como roteirista para audiovisual, parecerista de editais e curador em editorias independentes, além de oferecer oficinas literárias em eventos e instituições culturais.
Formado em Comunicação Social pela UFRJ, onde atualmente cursa o Mestrado, Tchello publicou seu primeiro poema em 1993. Desde então, sua obra se expandiu, incluindo títulos como ‘Palavrório’ (1996), ‘Olho Nu’ (1996), ‘Letramorfose’ (1998), ‘Olho Zen’ (2000), ‘Afloramor’ (2003), ‘Convergências’ (2015) e ‘Cataclísmica’ (2024). Além de seus livros, seus contos, crônicas e artigos são frequentemente publicados em antologias e meios impressos e digitais.
Com uma carreira que se entrelaça com a evolução da poesia visual, Tchello d’Barros representa uma voz importante na cena cultural brasileira, trazendo reflexões essenciais sobre o cotidiano e a arte contemporânea através de sua obra.


