Mobilização Coletiva Garante Vitórias na Greve dos Correios
Os trabalhadores e trabalhadoras dos Correios em São Paulo mostraram mais uma vez sua força, essencial para evitar prejuízos financeiros e garantir direitos a toda a categoria ecetista no Brasil. A recente greve, que teve seu epicentro na maior base de trabalhadores do país, resultou em um avanço significativo nas negociações, incluindo reposição salarial e a manutenção do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
As operações dos Correios em São Paulo foram paralisadas, colocando a luta da categoria em evidência na mídia e exercendo pressão sobre a direção da empresa, assim como sobre o governo. Essa mobilização intensificou a visibilidade dos problemas enfrentados pelos trabalhadores, culminando em um cenário onde a intransigência da direção da empresa se tornou ainda mais evidente.
Os dirigentes da empresa, apesar da forte mobilização, mantiveram uma postura defensiva, recusando-se a apresentar propostas justas. Ignoraram o pedido de reajuste retroativo a agosto e tentaram retirar direitos, enquanto o governo permaneceu inerte, sem intervir para mudar essa situação.
Contudo, a força da mobilização não passou despercebida. Os ministros do Tribunal Superior do Trabalho (TST), sensibilizados pela situação, intervieram durante as audiências de conciliação, apresentando duas propostas que foram rejeitadas pela empresa. Em um julgamento subsequente, garantiram a reposição da inflação nos salários desde a data-base, 1º de agosto, além de assegurar a continuidade do acordo coletivo, representando uma vitória importante diante da resistência da empresa.
Democracia e Mobilização como Chaves para a Vitória
O resultado favorável foi fruto da forte mobilização da categoria em São Paulo, combinada com a postura democrática da diretoria do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos de São Paulo (SINTECT-SP). Desde a primeira assembleia, os dirigentes explicaram detalhadamente as perdas e riscos envolvidos, permitindo que a decisão fosse tomada em conjunto com a base.
A busca pela unidade entre os trabalhadores dos Correios em todo o país foi uma estratégia fundamental. A diretoria promoveu um ambiente de diálogo e decidiu coletivamente, entendendo que a divisão só beneficiaria os interesses da empresa. Uma liderança que prioriza a democracia e a decisão coletiva é essencial para fortalecer as lutas e garantir vitórias significativas.
A atuação do SINTECT-SP demonstra que é possível um sindicato ser verdadeiramente democrático, sem espaço para dirigentes que adotam posturas autoritárias, manipulando a categoria como ocorre em outras entidades. Com essa abordagem, a mobilização se torna poderosa e capaz de trazer resultados concretos.
Preparação para os Desafios de 2026
O próximo desafio da diretoria do Sindicato será lutar pela reestruturação da empresa, buscando investimentos governamentais, modernização tecnológica e novas frentes de atuação. O objetivo é garantir que os Correios desenvolvam todo seu potencial, tornando-se competitivos no mercado de logística e postal.
A luta é por uma empresa que cresça e se fortaleça, proporcionando serviços de qualidade, com segurança e preços justos para a população, especialmente para pequenos produtores que dependem de um serviço estatal confiável. A ampla rede logística dos Correios deve ser utilizada para garantir o direito à comunicação postal e a entrega de encomendas em todas as regiões do Brasil, sem distinções.
Entretanto, é crucial que essa mudança não ocorra à custa de demissões, fechamento de agências e cortes de serviços. Caso contrário, os Correios podem se tornar meramente um braço das grandes empresas privadas, atendendo apenas onde há lucro. A demanda é clara: precisamos de investimentos, contratações e valorização da força de trabalho.
Essa é a nossa luta, e contamos com o apoio e a participação ativa de todos os trabalhadores e trabalhadoras. O ano de 2026 se aproxima, e estaremos juntos, unidos e determinados a defender nossos direitos e fortalecer a empresa que é essencial para o Brasil!


