Cuidados Fundamentais na Piscicultura
A oxigenação da água é um aspecto crucial para o sucesso na piscicultura. Para se ter uma ideia, cada tanque possui cerca de 30 mil litros de água, com capacidade para sustentar até 700 quilos de peixe. Manter os níveis de oxigênio adequados não é apenas desejável, mas essencial: peixes saudáveis crescem melhor e maior número de indivíduos pode ser alojado em cada metro cúbico.
Outro fator que demanda atenção especial é a alimentação dos peixes. O excesso de chuvas pode resultar em uma queda na temperatura da água, o que prejudica não apenas o manejo, mas também eleva os custos de produção. A combinação desses elementos torna-se um desafio significativo para os piscicultores, principalmente durante períodos de intensa precipitação.
Vulnerabilidade da Piscicultura ao Clima
Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a maior parte da piscicultura no Brasil ocorre em ambientes abertos, expondo o setor a diversas variações climáticas. Dessa forma, um acompanhamento constante das condições meteorológicas se tornou parte integrante da rotina dos profissionais da área, que precisam estar atentos às mudanças para proteger suas criações.
O momento ideal para o abate da tilápia, por exemplo, é quando o peso do peixe atinge 730 gramas, mas o mais recomendado, para garantir filés de qualidade superior, é que cheguem a um quilo.
A Importância do Monitoramento Constante
Em Presidente Prudente (SP), o zootecnista Haroldo Takahashi, que também é proprietário de um pesqueiro, realiza um monitoramento diário dos tanques. Para isso, utiliza um oxímetro, aparelho que mede a quantidade de oxigênio na água, cuja taxa deve ficar acima de 4,5 miligramas por litro. Quando os níveis caem drasticamente, a saúde dos peixes é comprometida, levando-os a perder o apetite, e em casos extremos, à morte.
Seja em tanques abertos ou fechados, a atenção redobrada ao manejo, ao clima e à qualidade da água é vital para minimizar riscos e manter a produção em níveis adequados. Portanto, os piscicultores devem investir em técnicas e ferramentas que ajudem a controlar essas variáveis, garantindo a saúde dos peixes e a rentabilidade do negócio.


