Cresce o número de mortes por intoxicação
Na noite desta quarta-feira, 4, o governo do Estado de São Paulo confirmou a 12ª morte relacionada à intoxicação por metanol. A mais recente vítima é um homem de 26 anos, residente em Mauá, na região metropolitana de São Paulo. De acordo com as autoridades, essa tragédia ressalta a gravidade do problema que vem afetando diversas localidades paulistas.
Segundo informações divulgadas pela Secretaria de Saúde, o Estado contabiliza atualmente 52 casos confirmados de intoxicação por metanol. Os óbitos já registrados estão distribuídos da seguinte forma: quatro homens nascidos entre 26 e 54 anos na capital paulista; uma mulher de 30 anos e um homem de 62 anos em São Bernardo do Campo; dois homens de 23 e 25 anos e uma mulher de 27 anos em Osasco; um homem de 37 anos em Jundiaí; um homem de 26 anos em Sorocaba; e, por fim, o recente caso de Mauá, novamente com um homem de 26 anos.
Além dessas fatalidades, o governo estadual investiga ainda quatro outros óbitos suspeitos, sendo um em Guariba, onde a vítima tinha 39 anos, um em São José dos Campos com 31 anos, e outros dois em Cajamar, com idades de 29 e 38 anos.
A comercialização de bebidas clandestinas
No ano passado, o Estado de São Paulo e a região metropolitana enfrentaram um grave problema relacionado à comercialização de bebidas alcoólicas sem origem confiável ou clandestinas, muitas das quais continham metanol, uma substância extremamente tóxica capaz de causar a morte. O aumento de casos foi alarmante, levando o Ministério da Saúde a estabelecer uma sala de situação para monitorar a situação e implementar estratégias efetivas para combater o problema.
Foram realizadas diversas operações policiais com o objetivo de apreender bebidas adulteradas e prender indivíduos envolvidos na fabricação e distribuição dessas substâncias nocivas. A ação do governo visa não apenas a proteção da saúde pública, mas também a responsabilização dos envolvidos nesse crime que coloca em risco a vida de muitos cidadãos.
Com o registro desta nova morte, o número total de óbitos no Brasil devido ao consumo de álcool contaminado por metanol já chega a 17. A gravidade da situação é um alerta para a população e para as autoridades, que precisam intensificar as ações de fiscalização e conscientização sobre os riscos associados a bebidas licenciadas.
São Paulo, portanto, se destaca como o Estado mais afetado por essa problemática, e a luta contra o metanol nas bebidas alcoólicas é um desafio que exige a união de esforços entre as esferas governamentais e a sociedade civil.


