Suspeitas de Cobrança Indevida e Irregularidades
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) está investigando um médico e um profissional da saúde por cobranças indevidas a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) e por fraudes relacionadas à jornada de trabalho. A identidade dos suspeitos, até o momento, não foi revelada.
Na última ação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão, com o objetivo de coletar documentos e dispositivos eletrônicos que possam ajudar a elucidar os fatos, identificar outros envolvidos e avaliar o impacto financeiro nas contas públicas.
A operação, que contou com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Polícia Civil, teve como um dos principais alvos um médico associado ao Hospital de Cataguases. Segundo informações do MPMG, o profissional estaria exigindo pagamentos de pacientes e seus familiares para garantir internações e atendimentos que, por lei, deveriam ser completamente gratuitos pelo SUS.
Dados preliminares apontam que essas cobranças ocorriam de maneira recorrente, incluindo em atendimentos de urgência realizados no pronto-socorro. Essa prática é alarmante, pois fere os princípios do sistema de saúde pública, que visa oferecer assistência sem custos diretos aos usuários.
Em resposta às investigações, o Hospital de Cataguases divulgou uma nota esclarecendo que não foi alvo de qualquer mandado de busca e apreensão e afirmou estar à disposição das autoridades para colaborar com as apurações em curso.
Além do médico, outro suspeito está sendo investigado por supostamente manter vínculos simultâneos com as prefeituras de Astolfo Dutra, Cataguases e Rodeiro. A investigação sugere que esse profissional estaria recebendo salários de forma irregular, sem cumprir a carga horária exigida em Astolfo Dutra e Cataguases, enquanto trabalhava em outras atividades na iniciativa privada durante o horário em que deveria estar no serviço público.
O MPMG também está averiguando a possibilidade de que informações falsas tenham sido inseridas em registros de frequência, como estratégia para encobrir as faltas dos profissionais. Essa situação levanta sérias questões sobre a integridade dos dados que sustentam a gestão da saúde pública na região.
A equipe do g1 tentou contato com as prefeituras de Astolfo Dutra, Cataguases e Rodeiro para obter comentários sobre o caso, mas, até a última atualização desta reportagem, não houve retorno por parte das autoridades municipais.


