Indignação e Protesto nos Terminais de Sorocaba
Na tarde desta quarta-feira (11), motoristas de ônibus de Sorocaba, São Paulo, realizaram uma nova paralisação em protesto, marcando a segunda manifestação em apenas três dias. O ato, que teve início por volta das 14h30, ocorreu nos principais terminais da cidade e surge como resultado da indignação da categoria em relação à liberação de um jovem de 19 anos, suspeito de agredir um motorista durante uma discussão no último sábado (7).
Amanhã, motoristas se uniram novamente para expressar suas preocupações com a segurança no transporte público, uma questão que já havia sido levantada na primeira paralisação, ocorrida na segunda-feira (9). Naquela ocasião, a categoria havia recebido promessas de mais segurança nos terminais, mas a soltura do agressor no dia seguinte reacendeu a insatisfação entre os trabalhadores.
Motivo da Paralisação e Agressão
O Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e Região confirmou ao g1 que essa paralisação se deve diretamente à liberação de André Felipe Ferreira, o jovem que confessou a agressão no depoimento prestado à polícia. Segundo informações, ele foi detido em Salto de Pirapora (SP) na terça-feira (10), mas, por não ter sido preso em flagrante, foi liberado para responder ao processo em liberdade. Essa decisão gerou revolta na classe dos rodoviários, que considera a medida um exemplo de impunidade.
A agressão, que foi registrada em vídeo, ocorreu após o motorista ter impedido Ferreira de embarcar com uma garrafa de bebida alcoólica. Relatos sugerem que o jovem também teria pulado a catraca do ônibus, o que levou ao desentendimento. A Guarda Civil Municipal (GCM) informou que André não estava em casa quando os agentes chegaram, mas retornou ao local após ser chamado por sua mãe. Na delegacia, ele confessou a agressão, mas recebeu a decisão favorável do juiz para responder livremente.
Repercussão nas Linhas de Transporte
Durante a paralisação, as linhas de ônibus da cidade enfrentaram sérios atrasos. A linha Expresso, por exemplo, estava totalmente parada às 15h, e outras linhas enfrentaram dificuldades para cumprir seus horários, com alguns veículos saindo antes e outros depois do previsto. A categoria enfatiza a necessidade urgente da presença da Guarda Civil Municipal nos terminais para aumentar a segurança e prevenir novos incidentes.
A primeira paralisação, realizada na segunda-feira, durou cerca de duas horas e contou com a participação de motoristas que clamavam por melhorias nas condições de segurança. Após conversas com a Polícia Militar (PM), a GCM e representantes da Secretaria de Mobilidade (Semob), foram realizados alguns compromissos, como a presença de equipes da GCM nos terminais durante horários de pico e o aumento das rondas da PM em outros momentos. Além disso, a Semob anunciou a futura implementação de um “botão do pânico” para motoristas, para situações de emergência.
Reação da Prefeitura de Sorocaba
Em resposta à nova paralisação, a Prefeitura de Sorocaba divulgou uma nota afirmando que considera ilegal a interrupção do transporte público coletivo, que não foi comunicada previamente. A Administração Municipal pretende adotar medidas judiciais em face da manifestação, organizada pelo sindicato da categoria, que estava programada para ocorrer entre 14h e 16h. A Urbes – Trânsito e Transportes também está monitorando a situação para reduzir os impactos sobre a população durante o protesto.
Com essa sequência de eventos, a discussão sobre a segurança no transporte público em Sorocaba ganha destaque, com motoristas clamando por proteção e melhores condições para exercerem suas funções adequadamente.


