Alterações Importantes na Caderneta de Saúde
A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou, em dezembro, um projeto de lei que modifica o Estatuto da Criança e do Adolescente. Essa mudança estabelece que a caderneta de saúde da criança, seja em formato físico ou digital, deve incluir informações essenciais sobre os cuidados com bebês prematuros. Entre as novas diretrizes, destacam-se:
- Curva de crescimento ajustada, considerando a idade corrigida do bebê;
- Calendário vacinal adaptado às necessidades daqueles que nasceram prematuramente;
- Orientações sobre amamentação, nutrição e sinais de alerta para a saúde.
A proposta, identificada como Projeto de Lei 4267/25, foi apresentada pelo deputado Geraldo Resende (PSDB-MS). A relatora, deputada Silvia Cristina (PP-RO), sugeriu uma emenda que estipula que a lei entrará em vigor 180 dias após sua publicação, permitindo que os órgãos de saúde se preparem para a implementação das novas regras.
“A padronização das informações na caderneta visa facilitar a continuidade do acompanhamento entre diferentes serviços de saúde e fortalecer a segurança dos pais no cuidado diário”, comentou a relatora sobre a importância da proposta.
Prematuridade e Seus Desafios
A prematuridade é uma questão global alarmante, atingindo cerca de 15 milhões de crianças anualmente. No Brasil, aproximadamente 12% dos nascimentos são prematuros, totalizando mais de 300 mil bebês a cada ano. Esses recém-nascidos, que vêm ao mundo com menos de 37 semanas de gestação, enfrentam diversos riscos, como complicações respiratórias, infecções e dificuldades nutricionais, além de potenciais sequelas motoras e cognitivas.
A inclusão de informações específicas na caderneta de saúde pode ser um passo significativo para melhorar o acompanhamento e a assistência a esses bebês, conforme destacou a relatora. Com dados adequados, espera-se que os profissionais da saúde consigam proporcionar um atendimento mais eficaz e direcionado às necessidades desses pequenos.
Próximos Passos para a Aprovação
A proposta agora precisa passar por uma análise final nas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família, além de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para que a mudança se torne uma realidade, o texto deve ser aprovado tanto pela Câmara quanto pelo Senado.
Esse processo legislativo é crucial, pois a criação de um guia padrão para os cuidados de saúde de bebês prematuros pode impactar positivamente a vida de milhares de famílias, oferecendo maior segurança e clareza sobre os cuidados necessários para garantir o desenvolvimento saudável dos recém-nascidos. Com a aprovação e implementação das novas regras, espera-se que o acompanhamento dos bebês prematuros se torne mais eficiente e estruturado, refletindo em melhores condições de saúde para essas crianças tão vulneráveis.


