Impacto Econômico do Carnaval nos Pequenos Negócios do Rio
O Carnaval no Rio de Janeiro representa muito mais do que apenas um momento de festividade; é um motor econômico que movimenta bilhões de reais e permeia diversas áreas do mercado. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Sebrae Rio, impressionantes 10% de todos os pequenos negócios no estado estão diretamente vinculados à cadeia produtiva do Carnaval, somando um total de 241 mil empreendimentos ativos.
Um exemplo claro desse fenômeno é Daniela Braga, proprietária de uma loja especializada em bijuterias, biojóias e acessórios. Ela relata que a demanda por produtos carnavalescos começa a aumentar já em dezembro. “O Carnaval é, sem dúvida, a segunda melhor data para vendas durante o ano, perdendo apenas para o Natal”, afirma ela.
Daniela começou seu negócio vendendo para pessoas envolvidas em blocos de rua. Com o passar dos anos, a estratégia de divulgação e a ampliação do seu portfólio de produtos permitiram que suas vendas crescessem exponencialmente. Hoje, essa época do ano representa o segundo maior faturamento de sua loja, atrás apenas das vendas natalinas.
Segmentação dos Pequenos Negócios Relacionados ao Carnaval
Dos pequenos negócios que se beneficiam diretamente do Carnaval no Rio, 65% são microempreendedores individuais, enquanto 29% são microempresas e 4% configuram-se como empresas de pequeno porte. O Sebrae também registrou um crescimento de 5% neste segmento em 2025 em comparação ao ano anterior, evidenciando que há um aumento contínuo de oportunidades.
Carolyne Gomes, coordenadora da área de Economia Criativa do Sebrae, destaca que o estado do Rio é um exemplo quando se trata de unir negócios com inovação. “O Carnaval se mostra como uma ocasião que proporciona um alicerce financeiro para o pequeno empreendedor ao longo do ano”, explica. Para ela, a festividade é uma grande oportunidade para que os empreendedores ampliem suas receitas e construam uma reserva financeira.
Os setores que mais se destacam entre os pequenos negócios ligados ao Carnaval incluem o comércio varejista de artigos diversos, a alimentação e bebidas, o turismo e hotelaria, o transporte, além do setor de moda, que abrange acessórios, fantasias e adereços. Esta diversidade é um indicativo de como a festa impacta de forma abrangente a economia local.
Distribuição dos Negócios pelo Estado
Dos mais de 200 mil negócios relacionados ao Carnaval no estado, 38% estão concentrados na capital, totalizando cerca de 91,8 mil empreendimentos. Além da cidade do Rio, municípios como Duque de Caxias, São Gonçalo, Nova Iguaçu, Niterói e Petrópolis também se destacam com um número significativo de negócios. Este panorama revela que o Carnaval não só anima as ruas, mas também fortalece a economia de várias regiões.
Em termos de comparação com outros estados brasileiros, o Rio de Janeiro ocupa a terceira posição no total de pequenos negócios ligados ao Carnaval, atrás apenas de São Paulo, que conta com 814,4 mil empreendimentos, e Minas Gerais, com 344 mil. Essas informações ressaltam a relevância do Carnaval como um vetor econômico significativo, que proporciona um fluxo de oportunidades e sustento para pequenos empreendedores de diversas áreas.


