Campinas e a Liderança Econômica no Brasil
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta sexta-feira (19), os resultados da pesquisa PIB dos Municípios referente a 2022-2023. O estudo destaca Campinas, Sorocaba e Paulínia como as principais potências econômicas do Brasil. Os dados revelam que o interior de São Paulo exibe índices de produtividade e riqueza que superam significativamente a média nacional.
Campinas, com sua vasta concentração urbana que inclui cidades vizinhas, alcançou um marco histórico: liderar o ranking nacional de PIB per capita entre grandes centros urbanos, com impressionantes R$ 111.550,70 por habitante. A região também se destaca na densidade econômica, ocupando a 3ª posição nacional ao gerar R$ 131,6 milhões por quilômetro quadrado.
A Participação de Campinas na Economia Nacional
Em termos de contribuição à economia do país, Campinas se posicionou como o 7º maior contribuinte do Brasil entre 2022 e 2023, mantendo uma participação de 0,8% do PIB nacional. Como uma das principais concentrações urbanas, Campinas ostenta o 6º maior PIB do Brasil, totalizando mais de R$ 233 bilhões.
Paulínia, por sua vez, continua a ser um dos pilares da indústria no estado de São Paulo. A cidade é responsável pelo 4º maior PIB per capita do Brasil, impulsionada principalmente pela atividade de refino de petróleo.
Desafios e Oportunidades para Paulínia
No ranking de densidade econômica por município, Paulínia ocupa a 8ª posição nacional, gerando R$ 483,2 mil por km². Entretanto, a cidade registrou a 6ª maior perda de participação no PIB nacional no período, com uma redução de -0,09 pontos percentuais. Esse cenário reflete as flutuações enfrentadas pelos setores industrial e de serviços.
Destaques de Sorocaba e Comparações com as Capitais
A região de Sorocaba também se destacou nos indicadores de eficiência econômica. Com um PIB per capita de R$ 76.018,17, a cidade ocupa a 5ª posição entre as grandes concentrações urbanas do Brasil. Em termos de densidade econômica, Sorocaba está em 10º lugar nacional, produzindo R$ 57,3 milhões por km².
Embora as cidades do interior paulista liderem o ranking de riqueza por habitante, as capitais ainda concentram a maior parte da economia nacional. Em 2023, as 27 capitais brasileiras aumentaram sua participação para 28,3% do PIB nacional, recuperando espaço após a pandemia, graças ao desempenho robusto do setor de serviços.
São Paulo e o Crescimento das Capitais
A cidade de São Paulo registrou o maior aumento de participação no PIB do país, com um crescimento de 0,4 pontos percentuais, alcançando 9,7% da economia total brasileira. Dez municípios, liderados por São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, concentram um quarto de toda a economia nacional.
Eficiência Econômica em Jundiaí e Indaiatuba
Outras cidades da região também se destacam entre as mais eficientes economicamente. Indaiatuba está na 4ª posição em densidade econômica entre concentrações urbanas. Jundiaí, embora tenha a 5ª maior densidade econômica, enfrentou uma das maiores perdas de participação no PIB total, com uma queda de -0,04 pontos percentuais. Assim, a análise do IBGE revela um panorama econômico diversificado e desafiador para as cidades do interior paulista.


