Medidas Inadequadas e Omissão do Governo
Bruno Toldo, gerente-executivo da Organização Social Serviço Social da Construção (Seconci), responsável pela administração do Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS), teve sua prisão preventiva determinada pela Justiça devido a um caso de violência doméstica. A decisão foi proferida pela juíza Ana Cristina Paz Neri Vignola, que, em seus argumentos, destacou a “personalidade violenta” de Toldo e a “reiterada prática de ameaças” contra a vítima, sua ex-companheira.
De acordo com informações veiculadas no Portal G1, a juíza considerou que as medidas cautelares normalmente adotadas não seriam suficientes para garantir a proteção da vítima, especialmente após ela ter sofrido a invasão de sua residência e danos ao imóvel, circunstâncias que ocorreram após Toldo ser formalmente notificado sobre um pedido de medida protetiva.
O Sindicato dos Trabalhadores em Saúde de São Paulo (SindSaúde-SP) havia denunciado Toldo anteriormente, durante um ato público em março do ano passado. Na ocasião, o gerente foi acusado de agredir a diretora do sindicato e funcionária do CHS, Cíntia Lopes, ao reagir de forma agressiva a questionamentos sobre decisões administrativas do hospital.
Conivência e Negligência Diante das Denúncias
Apesar das denúncias e das reclamações formais apresentadas pelo sindicato, o Governo do Estado de São Paulo adotou uma postura de omissão. A continuidade de um gestor com um histórico de agressões em um cargo tão importante para a saúde pública levanta sérias questões sobre a responsabilidade e a atitude do governo em relação a temas tão sensíveis.
É alarmante que uma administração pública que deveria proteger a integridade das trabalhadoras e trabalhadores, além da população em geral, ignore de maneira tão descarada os sinais de violência. Essa falta de ação do Estado não apenas perpetua ciclos de abuso, mas também aumenta a sensação de impunidade entre os agressores.
Compromisso com a Defesa das Mulheres e da Saúde
O SindSaúde-SP reafirma seu compromisso em lutar pela defesa das mulheres e dos profissionais da saúde. O sindicato exige que o Governo do Estado de São Paulo tome medidas imediatas e forneça explicações claras sobre o caso. Diante da gravidade da situação, a entidade continuará a denunciar todas as formas de violência, pressionando por políticas eficazes de prevenção e combate à violência contra as mulheres, além de responsabilizar o poder público pela sua inação em situações tão graves.


