Iniciativa visa qualificar negócios de impacto socioambiental
No dia 5 de março, o campus Caldeira, em Porto Alegre, foi palco do lançamento do Impacta RS 2026, um programa que tem como objetivo capacitar negócios de impacto socioambiental para facilitar o acesso a capital. A iniciativa é correalizada pelo governo do Estado, através da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia (Sict), e busca selecionar até 30 empreendimentos atuantes no Rio Grande do Sul. O programa terá duração de seis meses, focando em gestão de impacto, estruturação financeira e desenvolvimento de projetos voltados para captação de recursos. As inscrições estão abertas até o dia 31 de março, através do site oficial do programa.
A principal proposta dessa iniciativa é fortalecer negócios que tenham um papel ativo na reconstrução econômica, recuperação ambiental e no estímulo ao desenvolvimento sustentável do Rio Grande do Sul. Além da Sict, o Impacta RS é resultado da colaboração com o Instituto de Cidadania Empresarial (ICE), por meio da Coalizão Pelo Impacto, Banrisul e RegeneraRS, contando ainda com o suporte técnico da Ventiur para sua execução.
Simone Stülp, titular da Sict, ressaltou a estratégia da secretaria, que se baseia em três eixos: transformação, com foco na transferência de conhecimentos e tecnologias entre universidades, empresas, startups e sociedade; conexão, que visa a dinâmica dos ecossistemas regionais de inovação; e inclusão, enfatizando a educação e a inovação social, especialmente relacionadas a negócios de impacto. “Esse programa prioriza iniciativas que buscam resultados financeiros aliando impacto socioambiental”, afirmou Stülp.
Alinhamento com políticas de desenvolvimento sustentável
O Impacta RS está em consonância com o Plano de Desenvolvimento Econômico, Inclusivo e Sustentável e a Política Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação 2025–2030. A proposta é apoiar empreendimentos que consigam unir a geração de lucro a um impacto mensurável nas áreas de clima, infraestrutura, agro sustentável, inclusão produtiva, tecnologia para impacto e transição energética.
Para os negócios selecionados, a formação consistirá em uma trilha formativa que acontecerá durante seis meses, de maio a outubro de 2026. As atividades incluirão workshops online mensais, mentorias individuais de três horas por mês e encontros presenciais facultativos em Porto Alegre. O objetivo é proporcionar uma jornada integrada de aprendizado e capacitação para que os empreendimentos possam acessar capital com mais eficácia.
Critérios de participação e seleção
Podem se inscrever negócios de impacto socioambiental com fins lucrativos que tenham sede no Rio Grande do Sul ou em outros estados, desde que comprovem um cliente ativo no território gaúcho. Também é exigido que esses negócios tenham receita operacional bruta anual entre R$ 360 mil e R$ 16 milhões no último exercício fiscal, e estejam em operação há pelo menos seis meses e no máximo 10 anos.
As categorias aceitas incluem microempresas (ME), empresas de pequeno porte (EPP), empresas de médio porte e aqueles que se enquadram no Programa Inova Simples. O processo de seleção será realizado em três etapas: primeiro, as empresas devem atender aos critérios de elegibilidade; depois, haverá uma avaliação técnica feita pela equipe executora; e, por último, a seleção final será realizada por um comitê formado por representantes das organizações correalizadoras. O resultado será divulgado até o dia 30 de abril de 2026.


