Casos Alarmantes de Violência Doméstica
Entre os dias 23 e 24 de outubro, quatro homens que foram beneficiados pela “saidinha” temporária do sistema prisional acabaram detidos por atos de violência doméstica em diferentes cidades do interior de São Paulo, conforme relatórios da Polícia Civil.
No município de Sumaré, um indivíduo de 29 anos foi preso após ameaçar sua companheira com uma faca e lançar uma pedra contra seu rosto durante uma discussão. O incidente ocorreu em sua residência e, de acordo com o registro policial, o homem havia recebido a autorização para a saída no dia anterior. Apesar de ter fugido inicialmente, ele retornou ao local e foi localizado e detido pela Polícia Militar. A mulher, por sua vez, recebeu atendimento médico e ficou sob observação.
Violência em Pirangi e Nova Odessa
Em Pirangi, outro caso foi registrado envolvendo um homem de 43 anos que também foi preso por ameaçar sua companheira. Ele exigiu dinheiro dela, alegando que o valor seria destinado à compra de drogas. Segundo informações da Polícia Civil, o suspeito estava em liberdade devido ao mesmo benefício da saidinha. Durante a ação, uma faca foi apreendida com ele.
Em Nova Odessa, um homem que estava cumprindo pena por roubo e saiu da prisão no mesmo dia foi detido após ameaçar sua ex-companheira dentro do Hospital Municipal. De acordo com o boletim de ocorrência, ele fez uma ligação para a vítima logo após sua saída, informando que pretendia matá-la e levar a filha do casal. Quando se dirigiu ao hospital, ele reiterou as ameaças, sendo preso em flagrante pela Polícia Militar.
Incidente em Cândido Mota
O quarto caso ocorreu em Cândido Mota, onde outro beneficiário da saída temporária foi detido após se envolver em uma série de agressões, ameaças e resistência à prisão. Este homem invadiu uma chácara com a intenção de roubar, mas um casal que estava no local tentou impedir a ação. Ao serem acionados, os policiais militares encontraram o homem em resistência, mas conseguiram contê-lo.
Todos os detidos foram encaminhados a unidades da Polícia Civil, onde permanecem à disposição da Justiça, aguardando a audiência de custódia. As vítimas foram informadas sobre como solicitar medidas protetivas, conforme prevê a Lei Maria da Penha, que tem como objetivo oferecer segurança e suporte às pessoas afetadas pela violência doméstica.


