Vacinas em risco de descarte
Em uma situação preocupante, mais de 90 mil doses da vacina contra a gripe estão sendo descartadas em diversas cidades do interior de São Paulo. Em São José do Rio Preto e Sorocaba, cada uma das localidades irá descartar 29 mil doses. Enquanto isso, Bauru enfrenta o armazenamento de mais de 25 mil doses e Presidente Prudente verá quase sete mil vacinas irem para o lixo. Esses descartes ocorrem em um momento em que novas vacinas, com cepas atualizadas para combater a gripe, serão enviadas para a campanha deste ano.
Dados recentes da Secretaria Municipal de Saúde de Rio Preto revelam que, mesmo com a vacinação aberta a toda a população desde maio, a cobertura vacinal geral permanece em apenas 55%. Alarmantemente, apenas metade dos idosos, que compõem o grupo de risco, se vacinou contra a gripe.
Vacinação contra o HPV é ampliada
Enquanto isso, a cidade de Araçatuba decidiu ampliar temporariamente as vacinas contra o HPV (Papilomavírus Humano), uma infecção sexualmente transmissível. A partir da quinta-feira, dia 5, a vacinação será estendida para pessoas com até 45 anos, em uma ação que segue as diretrizes do Ministério da Saúde (MS).
O MS estabelece que a cobertura vacinal contra o HPV deve ser de 95%. Contudo, Araçatuba ainda não alcançou essa meta, alcançando apenas 72%, um índice considerado insatisfatório. As vacinas estão disponíveis em todas as unidades de saúde, abrangendo meninas e meninos de 9 a 14 anos.
Desempenho da vacinação em Rio Preto
Em Rio Preto, a situação da cobertura vacinal contra o HPV demonstra um desempenho relativamente bom entre o público feminino, que apresenta um índice de 86,74%. Já entre os meninos, a taxa é de 81,90%. A vacina está disponível para jovens de 9 a 14 anos, além de se estender, temporariamente, para aqueles de 15 a 19 anos que ainda não foram vacinados.
Os riscos da infecção pelo HPV
Importante ressaltar que a infecção pelo HPV, comum entre a população, geralmente não apresenta sintomas. Na maioria dos casos, o vírus pode permanecer latente por meses ou até anos, sem manifestar sinais visíveis a olho nu. Em algumas situações, podem ocorrer manifestações subclínicas, que não são facilmente identificáveis sem exames específicos.
A situação atual destaca a importância da vacinação e da conscientização sobre a saúde pública. Com a chegada de novas vacinas, é crucial que a população compreenda a relevância de se vacinar, não apenas para a própria proteção, mas também para a saúde coletiva.


