Consultoria Acelera Oportunidades em um Cenário de Mudanças
A proximidade da implementação da reforma tributária no Brasil está mudando a forma como as consultorias operam, estimulando uma procura crescente por planejamento fiscal mais eficiente. Nesse cenário, a Valestrá, liderada por Keila Biazon, encerrou 2025 se preparando intensamente e inicia 2026 com expectativas de expansão, impulsionada pela busca de empresas por orientações estratégicas.
Segundo Biazon, o último ano foi dedicado a capacitar e estruturar as equipes para enfrentar as complexidades que as mudanças tributárias trarão. “O ano passado foi de muito preparo para nossos times técnicos. Embora o tema ainda não fosse amplamente discutido no ambiente corporativo, já era central para nós”, comentou ao BRAZIL ECONOMY.
A virada se dará em 2026, quando a reforma deixa o aspecto teórico e começa a influenciar diretamente as decisões operacionais e financeiras das companhias. De acordo com a executiva, a demanda por suporte se intensificou substancialmente, uma vez que os empresários buscam compreender as implicações reais da nova estrutura tributária sobre fluxo de caixa, contratos e margens.
Desafios e Anticipações em Meio à Incerteza
Embora a proposta de reforma tenha como meta simplificar o sistema e aumentar a previsibilidade, o atual cenário ainda é visto com incerteza pelos empresários. A ausência de definições práticas, especialmente sobre as alíquotas e as exceções aplicáveis a diversos setores, é um dos principais obstáculos, segundo Biazon. “Os empresários vivem um cenário de imprevisibilidade, pois não têm clareza sobre a aplicação prática dessas mudanças”, enfatizou.
Essa falta de clareza tem levado muitas empresas a antecipar análises e revisões em suas estruturas. Um ponto crítico é a necessidade de mapear créditos tributários acumulados ao longo dos últimos anos. As empresas têm até 31 de dezembro para formalizar esses créditos junto à Receita Federal, o que demanda uma análise detalhada das operações passadas para evitar perdas financeiras.
Além disso, contratos de médio e longo prazo firmados antes da reforma precisam ser reavaliados. Sem a atualização dos parâmetros tributários, as empresas podem sofrer impactos significativos no fluxo de caixa futuro. “Se as empresas não considerarem desde já uma estimativa de alíquota em seus contratos, correm o risco de enfrentar distorções financeiras quando a reforma estiver plenamente em vigor”, alertou a presidente da Valestrá.
Valestrá: Conectando Teoria à Prática Empresarial
O trabalho da Valestrá tem se concentrado em traduzir a reforma no cotidiano das empresas, oferecendo simulações de impacto e reestruturação de processos. Apesar das incertezas, a consultoria busca fornecer previsões aproximadas que permitam algum nível de planejamento financeiro e operacional.
A executiva acredita que o cenário atual reflete menos uma contradição da reforma e mais um efeito inevitável de transição. Embora o novo modelo prometa simplificação e eliminação de distorções como a cumulatividade dos tributos, o desconhecimento sobre sua aplicação ainda gera cautela. “É um medo do novo. A simplificação virá, mas até lá, existe uma fase de adaptação que exige planejamento”, afirmou.
Expansão e Fortalecimento da Presença Nacional
Com todo esse contexto, a Valestrá vem ampliando sua atuação e solidificando sua estrutura em nível nacional. Atualmente, a empresa conta com mais de mil clientes ativos, abrangendo diferentes setores, e opera com mais de 500 colaboradores diretos e indiretos. A presença física da consultoria foi reforçada, com mais de 12 unidades espalhadas pelo Brasil, incluindo escritórios em São Paulo, Minas Gerais, Distrito Federal e na região Nordeste.
A estratégia de capilaridade da Valestrá visa atender às particularidades regionais do sistema tributário brasileiro, que é composto por tributos federais, estaduais e municipais. “Um atendimento regionalizado nos permite compreender melhor as especificidades de cada mercado e oferecer soluções mais alinhadas à realidade dos nossos clientes”, destacou Biazon.
Embora a reforma tributária seja o foco principal para 2026, a Valestrá mantém um portfólio diversificado de serviços, incluindo planejamento financeiro, estruturação patrimonial, governança corporativa e consultoria em sucessão. Contudo, a agenda tributária deverá dominar a demanda a curto prazo, refletindo a atual fase de transição vivida pelas empresas brasileiras.
Para Keila, adaptar-se à nova lógica fiscal não será apenas uma necessidade operacional, mas um diferencial competitivo. As empresas que conseguirem antecipar cenários e estruturar suas operações com base em simulações consistentes estarão mais preparadas para preservar suas margens e evitar surpresas em um ambiente que ainda está sendo consolidado.


