Decisão Impacta o Atendimento Infantil na Região
Recentemente, o Instituto Moriah anunciou o fechamento da única UTI neonatal que atendia pelo SUS em Votorantim, resultado que gerou a demissão de 15 colaboradores e deixou a cidade sem um serviço essencial para a terapia intensiva de recém-nascidos. A gestão estadual, por sua vez, afirmou que está em tratativas com a prefeitura para garantir a continuidade do atendimento e os recursos financeiros necessários, ressaltando a importância da UTI na assistência à saúde das famílias.
A demissão dos profissionais, conforme informações apuradas pelo g1, foi confirmada pelo Instituto Moriah. A organização, em nota, homenageou as equipes que atuaram na unidade, reforçando o compromisso com o cuidado humanizado, destacando que a dedicação de todos transformou a técnica em acolhimento e carinho aos recém-nascidos e suas famílias.
Condições Financeiras e Polêmicas
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O encerramento das atividades ocorre em meio a uma crise financeira que já havia levantado dúvidas no passado sobre a viabilidade do serviço. Em fevereiro, a prefeitura havia anunciado a suspensão das atividades da UTI neonatal, mas, após reações negativas da população, o prefeito Weber Manga (Republicanos) decidiu reverter a decisão, afirmando ter negociado a manutenção do serviço com o Governo do Estado.
A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo argumentou que a responsabilidade por credenciar e financiar serviços de alta complexidade, como a UTI neonatal, deve ser do governo estadual, conforme determinações da Lei Orgânica do SUS. No entanto, a unidade de Votorantim não se enquadrava nos critérios necessários para obter o credenciamento como um serviço de referência.
Impasses entre Prefeitura e Governo Estadual
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A situação entre a Prefeitura de Votorantim e o Governo do Estado se tornou ainda mais complexa após o fim do contrato entre as partes. A administração municipal defendeu que a escassez de leitos na UTI neonatal não justificava a continuidade do serviço. Além disso, a falta de um compromisso firme do Estado para auxiliar no financiamento da unidade foi um fator determinante para a decisão de encerramento.
Contrapondo-se a essa versão, o Departamento Regional de Saúde (DRS) de Sorocaba emitiu uma nota afirmando que estava realizando diversas tratativas com a prefeitura para assegurar a continuidade da UTI neonatal, enfatizando que garantiriam os recursos financeiros necessários para o funcionamento do serviço. O DRS ainda se comprometeu a continuar monitorando a situação para que a população não fosse prejudicada.
Notas Oficiais e Compromissos com a Saúde
A Prefeitura de Votorantim, através da Secretaria de Saúde, confirmou o encerramento das atividades da UTI neonatal, justificando a decisão com base em critérios técnicos e assistenciais. O município ressaltou que a região possui uma estrutura hospitalar adequada, com capacidade para atender a demanda de partos e cuidados neonatais, sem a necessidade de manter uma UTI neonatal que, segundo eles, não era justificável.
O prefeito Weber Manga, juntamente com a equipe de saúde, já havia solicitado apoio ao Governo do Estado em diversas ocasiões. Sem respostas concretas, optaram por reorganizar a rede municipal, concentrando atendimentos em unidades de maior capacidade para assegurar uma assistência mais eficaz. A administração municipal garantiu que gestantes e recém-nascidos não ficariam desassistidos, com um planejamento de encaminhamento para serviços especializados sempre que necessário.
O fechamento da UTI neonatal em Votorantim gerou inseguranças nas famílias que necessitam de cuidados intensivos para seus filhos, levando à reflexão sobre a importância da assistência médica de qualidade e acessível à população. As autoridades envolvidas prometem que o atendimento à saúde continuará com a mesma dedicação e cuidado, mesmo em meio a desafios financeiros.


