São Paulo se destaca como o clube que mais contribuiu para a seleção brasileira nas Copas de 1994 a 2002
A nova etapa da série do GLOBO reconta a história da seleção brasileira a partir dos clubes que mais contribuíram para as campanhas do Brasil em Copas do Mundo, revelando um momento de virada significativa no futebol nacional. O ranking considera fatores como convocações, jogos disputados, gols marcados e, crucialmente, os clubes formadores dos atletas. Nesse contexto, o São Paulo se destaca como líder no período que abrange o tetra de 1994 e o penta de 2002, principalmente devido ao seu histórico de formação de jogadores.
Clubes estrangeiros ganham espaço no ranking
Outro dado simbólico dessa era é a presença inédita de clubes estrangeiros em todos os pódios das Copas analisadas. O La Coruña, que teve Bebeto e Mauro Silva em sua equipe, ficou com o vice-campeonato em 1994. Em 1998, o Barcelona, com Ronaldo, conquistou o terceiro lugar, enquanto a Internazionale, em 2002, levou o Brasil ao topo novamente. Além desses, clubes como Milan, Bayer Leverkusen, Roma e PSG começam a se integrar ao mapa histórico das contribuições para a seleção brasileira, evidenciando a crescente internacionalização do futebol.
O papel do São Paulo nas conquistas
O São Paulo conseguiu resistir a essa tendência de perda de talentos para o futebol europeu, tornando-se essencial nas duas conquistas mundiais do período. Em 1994, o clube contou com jogadores fundamentais na campanha do tetra, como Cafu, Leonardo e Müller, além de Zetti, que era o goleiro reserva. Já em 2002, o São Paulo voltou a ter grande participação com nomes como Kaká, Rogério Ceni e Belletti, todos revelados pelo clube e que começavam a se destacar na Europa. Cafu, em particular, simboliza essa transição, sendo um jogador formado no São Paulo e já uma estrela global ao levantar a Copa do Mundo pela segunda vez.
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A nova lógica do ranking de clubes
Com a internacionalização da seleção, a formação de atletas passou a ter um impacto significativo no ranking dos clubes. O Flamengo, por exemplo, venceu o ranking da Copa de 1998 mesmo com apenas dois convocados e um único titular, destacando-se pela quantidade de jogadores revelados em suas categorias de base que estavam presentes naquele Mundial, como Aldair e Júnior Baiano.
A transformação após o penta
Após o penta, a transformação no cenário do futebol brasileiro se tornaria definitiva. A partir de 2006, o ranking dos clubes que mais contribuíram para a seleção brasileira começou a se assemelhar cada vez mais a uma Champions League. Contudo, antes dessa invasão completa da elite europeia, houve um último respiro nacional, simbolizado pelo São Paulo, que se destacou como o clube que venceu a última era brasileira do ranking.
Um símbolo de transição
O São Paulo é, portanto, um símbolo representativo dessa transição no futebol brasileiro. O clube que venceu a última era do ranking é o mesmo que derrotou gigantes europeus como Barcelona e Milan nos Mundiais Interclubes de Tóquio, em 1992 e 1993. Essa simetria histórica é notável. Alguns anos depois, seria justamente no Japão que a seleção brasileira conquistaria o pentacampeonato, em 2002. Esse título marcou o último grande momento da equipe em Mundiais.


