Seu Jorge e o Fluir 2026: uma nova fase para a cultura brasileira
Durante o Fluir, festival que estreia em Pirenópolis, Goiás, em 2026, Seu Jorge conversou com a Billboard Brasil sobre a importância de ampliar o alcance da música e da cultura para além do tradicional eixo Rio-São Paulo. Para o artista, o evento simboliza um movimento crescente de descentralização no setor cultural brasileiro.
“Um festival que nasce agora, que acaba de nascer hoje, expressa que o Brasil, na área de entretenimento, de espetáculo, de cultura, vem expandindo vertiginosamente, construindo possibilidades para outros profissionais, até mesmo fora desse eixo”, afirmou Seu Jorge.
A influência histórica do eixo Rio-São Paulo e o cenário atual
Apesar de valorizar a expansão cultural, o cantor reconheceu a importância histórica do eixo Rio-São Paulo, especialmente no intercâmbio com artistas internacionais. “Trouxe muita sabedoria, trouxe muita experiência pra gente. E esse festival é o reflexo dessa continuidade”, destacou.
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Ele também ressaltou o impacto econômico do setor de entretenimento, sobretudo depois da pandemia. “A gente sabe que depois da pandemia o entretenimento foi extremamente responsável pela redução do desemprego direto e indireto. Teve um impacto muito, muito grande”, comentou Seu Jorge.
Artistas veteranos e a pluralidade da música brasileira
O cantor chamou atenção para a capacidade de artistas veteranos em lotar grandes espaços, mesmo em idade avançada. “Artistas octogenários, com 80 e poucos anos, como Gil, Bethânia, Caetano, fazendo show em estádio para 50 mil pessoas, e Djavan fazendo show em estádio para 50, 60 mil pessoas. A gente não imaginava tanto isso”, observou.
Segundo ele, esse fenômeno reflete um público interessado em acompanhar uma nova fase da música brasileira, marcada por grandes espetáculos, técnica apurada e cuidado com a cena.
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Sobre a diversidade musical atual, Seu Jorge ressaltou a convivência entre tradição e inovação. “Tem um novo, tem um velho, tem o de hoje. É uma música plural: você vê João Gomes, você vê Mestrinho, um habilidoso do jazz, e aí você traz um afro pop do JP e faz uma só beleza”, exemplificou. Para ele, os artistas brasileiros estão mais ativos e criativos do que nunca, consolidando-se como vanguarda mundial.
Próximos passos na circulação cultural
O show de Seu Jorge no Fluir 2026 marca uma etapa importante na circulação artística fora dos grandes centros, ampliando o acesso do público a experiências culturais diversas e fortalecendo o panorama musical do país.


