Ferrovia Avança com Novos Testes
A Ferrovia Transnordestina deu mais um passo significativo neste domingo (11) ao realizar sua segunda viagem-teste, transportando uma carga de sorgo, um cereal bastante utilizado na nutrição animal. A partida ocorreu às 14h, na cidade de Bela Vista, situada no Piauí, com destino ao Terminal Integrador de Iguatu, no Ceará.
Estima-se que a carga chegue ao Ceará entre 5h e 6h da segunda-feira (12). O trajeto percorrido é de 585 quilômetros, o mesmo realizado durante a primeira operação experimental da ferrovia.
De acordo com informações do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), a carga será transportada em 20 vagões, que seguirão para granjas da região.
Um Marco para a Logística do Nordeste
Esta nova fase representa um marco importante na evolução das obras da Transnordestina, que já se arrastam por quase duas décadas, marcadas por atrasos e impasses legais. A previsão é de que a conclusão da ferrovia ocorra até 2028.
“A Transnordestina deixou de ser uma promessa de longo prazo para se consolidar como uma realidade operacional. Esse aporte de R$ 700 milhões reafirma o papel da Sudene na viabilização de uma obra com alto potencial de transformação da logística nordestina”, afirmou Francisco Alexandre, superintendente da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).
Vale lembrar que a primeira viagem da Transnordestina ocorreu em 18 de dezembro, quando a ferrovia transportou milho. O início dos testes estava previsto para 24 de outubro, mas foi adiado pelo Ibama na véspera da data marcada.
Liberação de Recursos para Acelerar Obras
Recentemente, a Sudene anunciou a liberação de mais R$ 106,2 milhões para as obras da Transnordestina, sendo essa a primeira parcela de recursos destinada à construção da ferrovia neste ano. O montante é disponibilizado por meio do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), que reúne recursos do Banco do Nordeste e é administrado pela entidade.
Os investimentos são fundamentais para garantir a continuidade e a conclusão das obras, que prometem não apenas melhorar a logística da região, mas também impulsionar o desenvolvimento econômico do Nordeste, proporcionando uma alternativa mais eficiente de transporte de cargas.


