Reflexões sobre a Educação Política em 2026
O ano de 2026 se destaca na história da educação política, segundo a Agenda Latino-americana/2026. O Frei José Fernandes Alves, membro da Coordenação do projeto, enfatiza: “O Livro-agenda é um Projeto Político Popular Pedagógico urgente, necessário e possível.” Para mais informações, é possível acessar o site www.cefep.org.br ou entrar em contato pelo e-mail cefep@cnbb.org.br.
Este livro latino-americano é um dos mais amplamente distribuídos na região, funcionando como uma ponte que une pessoas e comunidades na luta por causas que vão além das fronteiras nacionais. Ele é descrito como um anuário de esperança, focando na perspectiva dos marginalizados e apresentando uma síntese da luta e resistência histórica na América Latina. Com isso, se configura como uma ferramenta fundamental para educação, comunicação e ação social.
Não se trata apenas de um calendário, mas sim de um material repleto de reflexões significativas. Em 2026, o foco da Agenda é a Educação Política, alinhando-se às urgências sociais atuais, especialmente em um ano eleitoral de grande relevância no Brasil.
A apresentação do Livro-Agenda Latino-americana, em sua edição brasileira, destaca que esta foi concebida como uma ferramenta de trabalho popular. A partir do tema central – Educação Política – foi elaborado um material que, apesar de leve e acessível, é também profundo e abrangente, incluindo ilustrações e referências de vídeos que estimulam a formação crítica. Cada seção traz imagens que despertam o pensamento crítico e conectam a teoria à prática cotidiana. Vale ressaltar que, na abordagem da Educação Popular, as diretrizes não são rigorosamente definidas, permitindo que a criatividade e a experiência do usuário moldem a leitura do material, seja de forma individual ou coletiva.
Campanha por uma Educação Popular Transformadora
Nesta nova edição, o Livro-agenda propõe uma campanha voltada para humanizar a política através da educação popular. É crucial conscientizar comunidades sobre a importância da dignidade e da harmonia social, ao mesmo tempo que se desafia um sistema que perpetua a exclusão. O objetivo é combater a concentração de poder e empoderar os povos a escreverem sua própria narrativa, fundamentando-se em políticas de solidariedade, fraternidade e respeito à dignidade humana e à natureza.
“Em 2026, diante da tentativa do capital de nos convencer de que não existem alternativas, respondemos com a pedagogia da esperança. É possível construir outra forma de educação, pois um mundo diferente é uma necessidade urgente”, afirmam os organizadores. Para isso, a educação popular deve ser:
- Decolonial;
- Feminina;
- Ecológica;
- Libertadora.
O material também traz tarefas com prazos e compromissos, como:
- Compreender a realidade concreta e desvendar as estruturas de opressão;
- Organizar o conhecimento e as ações coletivas, convertendo saberes em força política;
- Mobilizar a luta popular, unindo aqueles que se sentem injustiçados.
A Importância da Educação Política Feminista
Ivone Gebara, em seu trabalho “Feminismo e Liberdade”, destaca que a liberdade é fundamental para a vida em comunidade. O movimento feminista busca romper com as amarras que sustentam a opressão e a dependência, promovendo uma autonomia que é essencial para o florescimento das mulheres na sociedade. A liberdade envolve garantir condições dignas em diversas esferas, como alimentação, moradia e educação.
Frei Betto, em seu texto “Trabalho de Base, Urgente!”, ressalta a importância da consciência crítica que surge da participação em grupos sociais, como movimentos populares e sindicatos. Este processo de conscientização é particularmente vital em um contexto em que a educação política se torna uma necessidade urgente e um desafio para a nova geração.
João Pedro Stédile complementa, afirmando que a formação de militantes ocorre na prática, através da participação coletiva e da promoção de valores humanistas. Para ele, o papel de um militante é contínuo e deve sempre respeitar as vozes daqueles que têm menos oportunidades.
Johanna Molina Acevedo também contribui com a discussão ao abordar a Educação Popular Feminista, que busca tornar visíveis as opressões e empoderar as comunidades. Incorporar uma visão crítica na educação é fundamental para promover transformações sociais efetivas.
À medida que nos aproximamos de 2026, torna-se evidente que ter a Agenda Latino-americana em mãos e priorizar a Educação Política é um passo essencial em direção à construção de uma sociedade mais justa e solidária. O desafio é grande, mas a esperança e a determinação para transformar a realidade também são.


