Entrevista com Diretora de Promoção à Saúde de BH
A Prefeitura de Belo Horizonte (BH) anunciou, no dia 10 de abril, a situação de emergência em decorrência do aumento de casos de doenças respiratórias, com previsão de pico entre 19 de abril e 2 de maio. Em uma entrevista ao EM Minas, Tatiani Fereguetti, diretora de Promoção à Saúde e Vigilância Epidemiológica, abordou temas cruciais como vacinação e prevenção, além de esclarecer o papel da população nesse contexto crítico.
Desde janeiro, o número de atendimentos relacionados a doenças respiratórias na rede pública de saúde de BH dobrou. Fereguetti destacou que, apesar do aumento, a situação se mantém dentro do esperado para este período do ano e está sendo monitorada pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). “Ainda estamos atendendo dentro da capacidade operacional da cidade, mas a situação exige atenção constante para monitorar o aumento no fluxo de atendimentos e internações hospitalares. É fundamental planejar ações para garantir que a rede de saúde possa atender a demanda necessária”, explicou a diretora.
Vacinação e Cobertura em Belo Horizonte
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Durante a conversa, Fereguetti ressaltou a importância da Diretoria de Promoção à Saúde e Vigilância Epidemiológica, que tem se preparado para emergências, como a pandemia de COVID-19. A vacinação, segundo ela, é uma ferramenta eficaz e acessível, com imunizantes gratuitos disponíveis para a população.
A campanha de vacinação contra a influenza começou em 23 de março, focando principalmente em grupos vulneráveis, como crianças, idosos e gestantes. Entretanto, a adesão ainda está aquém do ideal, com uma cobertura de aproximadamente 39% até o momento. “Buscamos atingir pelo menos 90% de cobertura, que é o padrão desejado para garantir a proteção da população”, afirmou Fereguetti.
A Importância da Vigilância Epidemiológica
Falar sobre saúde pública é essencial e a Vigilância Epidemiológica desempenha uma função central nesse contexto, monitorando não apenas doenças, mas também fatores como saneamento básico e condições socioeconômicas. Através da coleta e análise de dados, a vigilância orienta a aplicação de recursos para o controle e prevenção de doenças, além de promover a saúde da população.
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Fereguetti também abordou a relação entre clima e o aumento de doenças respiratórias. Segundo ela, a circulação de vírus como o da influenza e o coronavírus tende a aumentar no outono e inverno, favorecida por fatores como a queda de temperatura e a aglomeração de pessoas em ambientes fechados. “Embora o aumento de doenças respiratórias nesta época do ano seja esperado, devemos estar preparados para agir rapidamente e prevenir complicações”, ela afirmou.
Estratégias de Prevenção e Cuidados
Em relação aos cuidados que a população deve adotar, Fereguetti enfatizou a importância de manter hábitos saudáveis, como a higienização frequente das mãos e a utilização de máscaras em situações de sintomas respiratórios. “Esses hábitos, que foram amplamente disseminados durante a pandemia, continuam sendo fundamentais para a proteção da saúde, especialmente de grupos vulneráveis”, disse.
Além disso, a diretora lembrou que a hesitação vacinal, um fenômeno crescente após a pandemia, exige um esforço constante em termos de informação e conscientização. “É essencial que a população compreenda a eficácia e a segurança das vacinas, bem como sua importância na prevenção de formas graves de doenças respiratórias”, ressaltou Fereguetti.
Preparação da Rede de Saúde de Belo Horizonte
Sobre a capacidade de resposta da rede de saúde, Fereguetti informou que a Secretaria Municipal de Saúde possui um plano de contingência que é constantemente monitorado. A partir de indicadores epidemiológicos, a equipe técnica determina ações a serem implementadas, como a expansão de leitos e a aquisição de insumos, se necessário. “Estamos prontos para agir rapidamente, assegurando que a população receba o atendimento adequado”, concluiu.


