Chapa Vencedora e Desafios Futuros
Na noite de ontem, 17 de outubro, durante a realização do 35º Congresso da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), a Chapa 10, intitulada “Unidade para Lutar e Conquistar”, foi eleita com expressivos 93,76% dos votos dos delegados presentes. Com este resultado, Fátima Silva assume a presidência da CNTE para o quadriênio de 2026 a 2030, marcando o início de um novo capítulo para a maior confederação de trabalhadores em educação da América Latina. A apuração oficial foi divulgada na manhã do dia 18, que também é o último dia do evento.
A chapa vencedora é composta por uma aliança significativa de forças políticas, incluindo ARTSIND, CSD, CTB, AE, MS, Avante, Intersindical e Bloco Alternativo, que se comprometem a fortalecer a união da categoria, especialmente em face dos atuais desafios políticos e educacionais.
Outras Candidaturas e a Representatividade Feminina
Além da Chapa 10, a eleição contou com a participação da Chapa 20 – CNTE com Independência de Classe e Luta. Esta chapa é formada por entidades como Educadores PSTU – CSP Conlutas, MLS, Democracia e Luta, Lute, entre outras. A diversidade de candidaturas reflete a pluralidade de ideias e estratégias dentro do movimento educacional.
Importante destacar que Fátima Silva se torna a segunda mulher a presidir a CNTE em toda a sua trajetória, sucedendo Juçara Dutra Vieira, que ocupou o cargo de 2002 a 2008. A nova presidenta ressaltou o significado dessa conquista, especialmente considerando que a maioria dos trabalhadores da educação é composta por mulheres. “Não se trata apenas de ocupar um cargo, mas de reafirmar que as mulheres têm voz, têm história e têm papel central na luta sindical e na construção da educação pública brasileira”, declarou Fátima Silva.
Compromissos e Ações Futuras
Em seu discurso de posse, Fátima lembrou sua trajetória profissional no magistério, relatando experiências como dirigente da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (FETEMS), cargo que ocupou por dois mandatos. Durante a cerimônia, ela também alertou sobre os desafios que a nova gestão enfrentará, especialmente em tempos de ascensão do neoliberalismo e da extrema-direita. “Não viveremos dias fáceis e em calmaria. Por isso, precisamos estar juntos e nos apoiar, alimentar a esperança, estar presentes na nossa base social, porque é de lá que vem a nossa força”, enfatizou.
Dentre as prioridades citadas pela nova presidenta estão a resistência à Reforma Administrativa, a defesa do Piso Salarial Profissional Nacional com repercussão nas carreiras dos educadores e a luta pela liberdade de cátedra. Essas pautas são fundamentais para garantir a valorização e o respeito à profissão docente, além de assegurar a qualidade da educação no Brasil.


