Merz Critica a Violência do Regime Iraniano
Durante uma visita à Índia, o chanceler alemão, Friedrich Merz, declarou que o regime dos aiatolás no Irã está em seus “últimos dias”. Merz enfatizou que a repressão violenta às manifestações revela a fragilidade do governo iraniano. “Quando um regime se mantém no poder apenas por meio da violência, ele está, na verdade, condenando a sua própria existência. O povo está se levantando contra esse regime”, afirmou o chanceler.
As manifestações no Irã, que inicialmente surgiram a partir de descontentamentos relacionados à crise econômica, rapidamente evoluíram para demandas por mudanças profundas no sistema governamental. Desde 1979, a República Islâmica tem enfrentado uma crescente oposição popular, que se intensificou nas últimas semanas.
A Alemanha e a Situação no Irã
Merz também mencionou que a Alemanha está mantendo um diálogo próximo com os Estados Unidos e outras nações europeias sobre a situação no Irã. Ele fez um apelo para que o governo de Teerã cesse imediatamente a repressão violenta aos manifestantes que buscam seus direitos. Apesar das declarações contundentes, Merz não se aprofundou sobre as relações comerciais entre Alemanha e Irã, embora esse tema seja crucial considerando que o país persa é o principal parceiro comercial alemão na União Europeia.
Contudo, vale destacar que as relações comerciais têm mostrado sinais de fraqueza. Dados recentes do escritório federal de estatísticas indicam que as exportações da Alemanha para o Irã caíram 25% nos primeiros 11 meses do ano, representando menos de 0,1% do total das exportações alemãs. Essa queda reflete as dificuldades enfrentadas pelas empresas alemãs em um contexto de crescente instabilidade política no Irã e a pressão internacional.
A Reação Internacional às Manifestações
À medida que a situação se agrava, a comunidade internacional observa atentamente. As manifestações não são apenas um reflexo da descontentamento econômico, mas também um clamor por liberdade e direitos humanos. Especialistas acreditam que a pressão contínua da sociedade civil pode levar a mudanças significativas, embora o caminho para a transformação política permaneça incerto.
Em meio a esse cenário, as autoridades alemãs estão se posicionando cada vez mais contra as ações do regime iraniano, buscando um equilíbrio entre a diplomacia e a firmeza nas críticas. As próximas semanas podem ser decisivas para o futuro do Irã e para as relações entre o país e o Ocidente.


