Iniciativa que aproxima cultura e comunidade
Ler, brincar e celebrar em grupo têm ganhado cada vez mais espaço nas ruas de bairros da capital paulista e da Baixada Santista. No ciclo 5 do Projeto Coletivos Periféricos, da Fundação Abrinq, seis grupos da região metropolitana de São Paulo passaram a integrar uma rede que oferece literatura, cultura afro-brasileira, educação popular, artes cênicas e ações comunitárias. Em territórios marcados por desigualdades, esses coletivos criam espaços gratuitos de convivência para crianças, adolescentes e suas famílias, reforçando laços e contando novas histórias.
Conheça os coletivos selecionados
Achadouras de Histórias
Na Zona Sul, o Jardim Olinda abriga desde 2009 a Biblioteca Comunitária Djeanne Firmino, ponto de partida do coletivo Achadouras de Histórias. Formado por sete mulheres, o grupo promove empréstimos de livros, mediações de leitura e clubes temáticos. Mensalmente, cerca de 150 crianças e adolescentes participam de saraus, cine-debates e oficinas culturais. Um educador, que preferiu não se identificar, destaca o compromisso com justiça social, combate ao racismo e valorização das identidades negras e periféricas.
Coletivo Novo Paraíso
Em Cubatão, no Pinhal do Miranda, o Coletivo Novo Paraíso mantém, desde 2014, uma biblioteca comunitária e brinquedoteca. Diariamente acontecem rodas de leitura, festivais literários, oficinas de capoeira, música, arte e skate. Após reformas voltadas à acessibilidade, o espaço acolhe cerca de 150 crianças e adolescentes por mês, além de envolver mulheres, jovens e pessoas com deficiência. “Estamos felizes com a parceria da Fundação Abrinq para ampliar nosso acervo e as atividades esportivas”, afirma André Luiz, representante do coletivo.
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Fonte: novaimperatriz.com.br
Coletivo Chico Baiano
No bairro Princesa, em Praia Grande, o projeto Chico Baiano, iniciado em 2021, une o ensino de capoeira e oficinas de musicalidade três vezes por semana. Com rodas culturais e uso de berimbaus, atabaques e pandeiros, o coletivo aborda temas de cultura afro-brasileira, disciplina e fortalecimento de vínculos familiares. Além das aulas, são realizados encontros comunitários que aproximam famílias e vizinhos, favorecendo o sentimento de pertencimento.
PhinArtStudio’s
Originado na Venezuela, reorganizado no Peru e presente no Brasil desde 2022, o PhinArtStudio’s atua em Jardim Ângela, Paraisópolis, Barra Funda e Heliópolis. O coletivo utiliza oficinas de teatro e dança como ferramenta de formação social, atendendo mais de mil crianças e adolescentes por mês. Também desenvolve ações voltadas a migrantes e refugiados hispano-falantes. “A Fundação Abrinq foi o primeiro espaço institucional a acolher nosso sonho”, diz Robert Figueroa, fundador do grupo.
Raízes do Tambor
No extremo sul da capital, nos bairros de Parelheiros e Marsilac, o Raízes do Tambor promove, três vezes por semana, oficinas de capoeira, maculelê, samba de roda, percussão e teatro. Além das atividades regulares, o coletivo organiza a Mostra Afro Raízes do Tambor, evento anual dedicado ao protagonismo infantojuvenil e à valorização da cultura negra. “Com esse apoio, nosso coletivo vai crescer ainda mais”, afirma Renan Vitor, professor de capoeira.
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Fonte: ocuiaba.com.br
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Fonte: parabelem.com.br
Coletivo Nós Raízes
Em Paraisópolis, o grupo criado em 2023 desenvolve o jogo de tabuleiro “Minhas Raízes”. Utilizado em escolas públicas e organizações sociais, o projeto conecta crianças e adolescentes aos temas de ancestralidade africana e história do movimento negro no Brasil, usando a ludicidade como ponte para reflexão e aprendizagem.
Próximos passos e acesso
Todas as atividades são gratuitas e abertas ao público. Para participar, basta consultar o calendário de ações no site da Fundação Abrinq. Com essa iniciativa, a cultura periférica ganha novos contornos de inclusão e circulação, oferecendo roteiros vivos e envolventes aos moradores da região metropolitana de São Paulo.


