Exposições que Dialogam com a Relação do Ser Humano com o Espaço
O Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba (Macs) abre suas portas neste sábado (21), às 10h30, para duas exposições enriquecedoras que abordam o conceito de habitar. A primeira, uma individual do artista José Roberto Aguilar, intitula-se “Rapsódias Amazônicas” e convida os visitantes a refletirem sobre a relação do ser humano com a floresta amazônica e seus ciclos naturais. A segunda, uma mostra coletiva chamada “Que seja casa, o amor. Ainda que amar desabrigue”, explora a construção afetiva e política do amor, incentivando uma discussão sobre os modos de estar no mundo através da arte.
A individual de Aguilar, com curadoria de Fabio Magalhães, apresenta cerca de 30 obras, incluindo sete grandes telas e uma instalação chamada “Guardiões das Águas”. O artista, que tem dividido seu tempo entre São Paulo e Alter do Chão (PA) desde 2004, traz suas criações inspiradas na convivência com comunidades ribeirinhas e em sua experiência direta com a floresta. Seu trabalho é um reflexo de seis décadas de trajetória, onde pintura, literatura e música se entrelaçam em um diálogo contínuo.
Reconhecido como um dos pioneiros da nova figuração no Brasil, Aguilar foi destacado pelo crítico e físico Mário Schenberg nos anos 60. Sua abordagem artística combina gestos, palavras e imagens, criando uma narrativa rica e monumental. A produção do artista em Alter do Chão é influenciada pelos ciclos das águas e pelos saberes tradicionais que permeiam a cultura local.


