Iniciativa Cresce e Impacta Comunidade
A preocupação com o bem-estar de crianças e adolescentes fora do ambiente escolar é uma realidade em muitos lares brasileiros. Para lidar com essa questão, Thomas Barros, um empresário de Sarapuí, no interior de São Paulo, idealizou, há cinco anos, um projeto social que se dedica a oferecer atividades educativas para jovens em situação de vulnerabilidade social.
O Cantinho Dona Zilda, nome que presta homenagem à avó de Thomas, emergiu durante o período crítico da pandemia de Covid-19. Em entrevista ao g1, Thomas compartilhou como essa iniciativa nasceu de um sonho coletivo de vários pais da comunidade, que desejavam garantir oportunidades para o desenvolvimento de suas crianças. “Criamos um projeto social que reflete nosso desejo de proporcionar um espaço seguro e educativo, que valorize o crescimento e a capacitação dos jovens de Sarapuí”, afirmou.
No espaço, as crianças e adolescentes têm acesso a um variado leque de atividades, que inclui reforço em leitura e escrita, práticas esportivas, jogos, ações culturais, oficinas artísticas e alimentação adequada. Atualmente, o Cantinho Dona Zilda atende 260 jovens com idades entre seis e 14 anos.
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Fonte: belembelem.com.br
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Fonte: acreverdade.com.br
Nesta sexta-feira (8), a associação celebra a inauguração de um novo espaço ampliado. Recursos arrecadados foram utilizados para construir novas salas, adquirir mobiliário e equipamentos, além de implementar uma cozinha industrial. Thomas revelou que, a partir do segundo semestre deste ano, a expectativa é ampliar o atendimento para 360 jovens e incluir adolescentes de 15 a 17 anos, oferecendo atividades voltadas a tecnologia, marketing e capacitação profissional.
Um Impacto Positivo na Comunidade
Com uma população de aproximadamente 10 mil habitantes, Sarapuí abriga cerca de 2 mil crianças e adolescentes na faixa etária atendida pelo projeto. Com a expansão, o Cantinho Dona Zilda poderá atender gratuitamente cerca de 20% desse público, ou seja, um em cada cinco jovens da cidade.
Thomas destaca a importância dessa atuação: “Estamos promovendo um impacto direto na formação e no bem-estar das crianças, o que ajuda a construir melhores perspectivas futuras. É uma missão de vida para mim e quero expandir ainda mais essa iniciativa”.
O projeto não apenas se estabelece como uma alternativa à educação tradicional, mas também se propõe a complementar as ações governamentais. “Embora nossas atividades sejam semelhantes às de uma escola, não somos uma instituição de ensino, mas uma associação de assistência social que atua no contraturno escolar”, esclarece.
Karina Rodrigues Santana Pires, uma moradora de Sarapuí e mãe de duas meninas que participam do projeto, compartilha sua história. Ao se tornar babá, Karina ficou preocupada com o que fazer com as filhas durante sua ausência. Desde 2022, suas filhas, Emanuelle e Ezabelly, participam das atividades e descobriram novas habilidades, como o interesse pela música. “Não consigo imaginar nossas vidas sem o Cantinho. É uma oportunidade que muitas famílias gostariam de ter”, afirma Karina.
Financiamento e Expansão do Projeto
O projeto é majoritariamente financiado por uma indústria local, além de contar com doações de empresas das regiões de Itapetininga e Sorocaba. O valor total dos investimentos desde 2021 já chega a R$ 7 milhões, incluindo a compra de imóveis, mobiliário e equipamentos. Atualmente, mais de 25 colaboradores estão envolvidos diretamente na iniciativa.
Para aqueles que desejam incluir crianças e adolescentes no Cantinho Dona Zilda, é necessário comparecer à sede da associação, onde psicólogos e assistentes sociais realizam triagens. As atividades acontecem no contraturno escolar, com horários ajustados para atender diferentes necessidades.
Os interessados em apoiar o projeto podem contribuir de várias formas, seja por meio de doações, parcerias ou trabalho voluntário. Thomas expressa esperança de expandir a iniciativa para cidades vizinhas, como Alambari e Itapetininga, a partir de 2028.
“O Cantinho Dona Zilda é mais que um projeto; é uma transformação real na vida de muitos jovens e suas famílias”, conclui Thomas, ressaltando a importância de uma ação social estruturada e sustentável na comunidade.


