Mercado Livre avança no setor farmacêutico e comércio ultrarrápido
O Mercado Livre anunciou um passo importante para o comércio eletrônico e a saúde: passa a vender medicamentos sob prescrição médica e lança entrega rápida em até 60 minutos na Região Metropolitana de São Paulo. A novidade foi apresentada durante o evento Mercado Livre Experience, realizado em São Paulo, e marca uma expansão do marketplace no setor de farmácias, que já vinha sendo preparada há cerca de um ano.
Após adquirir uma farmácia própria na capital paulista e garantir as licenças necessárias, o Mercado Livre iniciou um projeto-piloto focado em remédios isentos de prescrição. Esse período serviu para validar o volume expressivo de buscas e a alta taxa de conversão no segmento. Agora, a partir de 25 de agosto, a plataforma amplia a operação para comercializar medicamentos que exigem receita médica, como antibióticos e análogos de GLP-1, com um processo rigoroso de validação feito por farmacêuticos da própria empresa.
Marketplace conecta grandes redes e aposta na entrega ultrarrápida
A venda direta ocorre por meio da estrutura da Farmácia Cuidamos, adquirida pelo Mercado Livre no ano passado. Os medicamentos são enviados diretamente dessa farmácia para os clientes, sem passar pelo centro de distribuição do marketplace. Além disso, o Mercado Livre abre espaço para que grandes redes de farmácia operem dentro da plataforma no modelo de marketplace. A meta é integrar 20 farmácias parceiras na Região Metropolitana de São Paulo até o fim deste ano, oferecendo entrega em até 60 minutos.
Fernando Yunes, vice-presidente executivo de Commerce e líder do Mercado Livre no Brasil, ressaltou que o objetivo sempre foi evoluir com responsabilidade até alcançar esse modelo, conectando farmácias parceiras diretamente aos consumidores. Para ele, a plataforma atua como um “shopping online”, colaborando com o varejo físico tradicional e aproveitando o tráfego do marketplace para beneficiar as farmácias.
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Regulamentação recente abre caminho para o comércio eletrônico de medicamentos
O avanço do Mercado Livre ocorre em um contexto de mudanças regulatórias importantes. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a abertura de um processo administrativo para regulamentar a contratação de plataformas digitais por farmácias, buscando adequar as normas sanitárias às novas formas de logística e entrega.
A legislação aprovada em março de 2026 permite que farmácias e drogarias licenciadas contratem plataformas de comércio eletrônico para logística e entrega, desde que cumpram as exigências sanitárias. Em agosto, plataformas como Shopee, Mercado Livre, iFood, Rappi e B2W foram liberadas para atuar no segmento de medicamentos, após revisões que derrubaram proibições anteriores.
Apesar do avanço, a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) manifestou dúvidas sobre a legalidade da venda de remédios prescritos via Mercado Livre. A entidade afirma que, até a conclusão da regulamentação pela Anvisa, a comercialização por marketplaces permanece vedada, ressaltando que a revogação de resoluções anteriores não implica autorização automática para venda online.
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Entrega em até 60 minutos promete transformar o consumo de medicamentos
Além da expansão no comércio de medicamentos, o Mercado Livre lançou a modalidade “Envios Agora”, que oferece entrega super rápida para produtos de até 15 quilos, com prazo máximo de 60 minutos. O serviço está em fase de testes em bairros selecionados de São Paulo, com uma rede integrada de entregadores e veículos menores.
O plano é ampliar gradualmente essa operação para cobrir toda a capital paulista e, futuramente, expandir para outras regiões, incluindo medicamentos e itens de supermercado. Para 2026, o marketplace projeta abrir 20 novas operações logísticas de grande porte no país, entre Centros Fulfillment, Receiving Centers, Cross Docking e centros de triagem.
Fernando Yunes destaca que cada novo centro logístico representa uma oportunidade para os vendedores brasileiros alcançarem mais clientes com rapidez. O avanço na logística, aliado à oferta de medicamentos com prescrição, reforça o papel do Mercado Livre na transformação do comércio eletrônico e no acesso rápido a produtos essenciais em São Paulo.


