Alta generalizada no preço da cesta básica em sete capitais brasileiras
Em setembro de 2026, o custo da cesta básica aumentou em sete das oito capitais brasileiras monitoradas pela Neogrid e pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE). Curitiba registrou a maior elevação mensal, com alta de 3,37%, enquanto São Paulo seguiu liderando como a capital com a cesta mais cara, com valor médio de R$ 995,65.
Manaus foi a única cidade a apresentar redução nos preços, com uma queda de 0,29% frente a agosto. O estudo também destacou que os legumes voltaram a pressionar os custos com alimentação, depois de terem apresentado queda em todas as capitais no mês anterior. Além disso, o arroz ficou mais caro em todas as cidades pesquisadas.
Variação dos preços da cesta básica nas capitais
São Paulo teve a quinta maior variação mensal, com aumento de 2,23%. O preço médio da cesta básica subiu de R$ 973,93 em agosto para R$ 995,65 em setembro. O Rio de Janeiro e Fortaleza aparecem na sequência como as capitais com as cestas mais caras.
Entre as capitais analisadas, a diferença entre a cesta mais cara, em São Paulo, e a mais barata, em Belo Horizonte, foi de R$ 225,19, o que representa 29,23% do valor registrado na capital mineira. Apesar de liderar a alta mensal, Curitiba manteve a segunda cesta mais barata do levantamento.
Legumes e arroz são os principais responsáveis pela alta
Os legumes foram os principais itens que pressionaram os preços em setembro. Depois de uma queda generalizada em agosto, eles ficaram mais caros em sete das oito capitais. Belo Horizonte registrou a maior elevação, com alta de 41,63%, seguida por Curitiba (+28,41%), Rio de Janeiro (+21,48%) e São Paulo (+19,43%). Manaus foi a única capital a registrar recuo, de 4,37%.
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O arroz também teve aumento em todas as capitais, com destaque para Brasília (+10,62%) e Belo Horizonte (+9,60%). Marcelo Alves, Head de Insights da Neogrid, explicou que a pressão sobre os preços dos alimentos muda mensalmente, com os legumes voltando a subir com força e o arroz mantendo a alta em todas as cidades.
Café e feijão amenizam o impacto para o consumidor
Enquanto legumes e arroz puxaram os preços para cima, o café e o feijão ajudaram a conter o aumento da cesta básica. O café registrou queda em todas as capitais, com variações entre 0,12% em Manaus e 6,25% em Belo Horizonte. O feijão apresentou redução em seis das oito cidades, com Salvador destacando-se com a maior queda, de 4,62%, seguida por Fortaleza com 4,28%. Belo Horizonte e Rio de Janeiro foram as únicas capitais onde o feijão ficou mais caro, com aumentos de 1,26% e 1,10%, respectivamente.
Por outro lado, óleo e açúcar subiram em todas as capitais, assim como as frutas, que tiveram aumento em sete cidades, especialmente em Curitiba, onde os preços avançaram 9,87%.
Fortaleza lidera alta acumulada desde abril
Na comparação entre abril e setembro de 2026, sete das oito capitais acumularam aumento no preço da cesta básica. Fortaleza lidera com alta acumulada de 3,25%, seguida por Manaus (+2,40%) e Brasília (+2,35%). São Paulo registrou aumento de 2,13%, enquanto Belo Horizonte teve elevação de 2,06%. Apenas o Rio de Janeiro apresentou queda acumulada, de 0,94%.
Esses dados indicam que, apesar das variações mensais, a maioria das cidades encerrou setembro com preços da cesta básica superiores aos de abril.
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Cesta ampliada também apresenta alta em quase todas as capitais
O estudo acompanhou também a cesta ampliada, composta por mais de 50 produtos, incluindo bebidas, itens de higiene, limpeza e beleza. Em setembro, sete das oito capitais registraram alta nesse conjunto.
O Rio de Janeiro apresentou a cesta ampliada mais cara, com custo médio de R$ 2.215,99, seguido por São Paulo (R$ 2.153,09) e Brasília (R$ 2.081,73). Curitiba, apesar de registrar o maior avanço mensal, de 2,12%, manteve o menor custo entre as cidades analisadas, de R$ 1.827,74.
Entre os produtos, o chocolate ficou mais caro em todas as capitais, enquanto os queijos tiveram aumento em sete delas.
A pesquisa da Neogrid e FGV IBRE é baseada na análise mensal de mais de 35 milhões de notas fiscais e acompanha os preços de duas cestas de consumo em oito capitais brasileiras, trazendo um retrato detalhado do impacto das variações de preços no orçamento das famílias.


