Estratégias de Interação para a Tranquilidade Animal
Halem, um tosador conhecido como “groomer”, destaca a importância de criar um ambiente acolhedor para os pets durante o banho e tosa. Para ele, esses procedimentos podem gerar estresse devido ao barulho do secador e ao ambiente desconhecido, o que motiva sua abordagem lúdica. “Utilizo brincadeiras para aproximar os animais, gerando um vínculo de confiança essencial para que se sintam confortáveis”, explica.
Recentemente, o pet shop em Sorocaba (SP) ganhou notoriedade com vídeos em que Halem interage de maneira divertida com os cães. As gravações, realizadas pelas câmeras de segurança do local, mostram o tosador correndo pelo salão, escondendo-se para surpreender os animais e abraçando-os para acalmá-los antes e durante os procedimentos. “Muitos dos animais que não gostavam de mim agora não querem nem ir embora”, compartilha Halem, orgulhoso das conexões que estabeleceu com seus clientes desde a abertura do negócio, há cinco anos.
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O groomer, que também leciona sobre técnicas de banho e tosa, já foi reconhecido por sua excelente prática na área. Seu perfil nas redes sociais, com mais de 43 mil seguidores, destaca seu trabalho, e alguns de seus vídeos obtiveram mais de 5 milhões de visualizações, atraindo a atenção de um público vasto e engajado.
A popularidade de Halem o levou a aumentar a interação com seus seguidores, respondendo a comentários e compartilhando detalhes de seu dia a dia. Ele enfatiza que sempre obtém autorização dos tutores dos animais antes de publicar qualquer conteúdo. “Receber feedback positivo dos donos é a parte mais gratificante do meu trabalho”, afirma.
A Importância da Interação Positiva
Segundo o médico veterinário Yan Demarchi, a técnica de brincar com os cães antes do banho é respaldada por evidências científicas. Essa interação é fundamental para o bem-estar do animal. “O pet se encontra em um ambiente de estresse, cercado por cheiros e sons desconhecidos. A interação leve ajuda o animal a se sentir seguro”, explica Demarchi.
O veterinário acrescenta que essa abordagem não só reduz a resistência ao manejo, como também minimiza a agressividade defensiva durante os procedimentos. A interação adequada libera hormônios que promovem a sensação de segurança e bem-estar, como a ocitocina e a dopamina, enquanto diminui os níveis de cortisol, que está associado ao estresse.
Contudo, o especialista alerta para a necessidade de adaptar a interação às características de cada espécie. Os cães tendem a buscar mais contato físico, enquanto os gatos requerem um manejo mais calmo e respeitoso, conhecido como “cat friendly”. Os profissionais devem estar atentos aos sinais de desconforto, como postura rígida ou tentativas de fuga, e agir de forma a respeitar os limites dos pets.
“Os funcionários precisam reconhecer quando o animal já está muito estressado e evitar interações que possam intensificar esse desconforto”, conclui o veterinário.


