Festival reúne diversidade e memória da arte drag no CCSP
Nos dias 4 e 5 de julho de 2026, o Centro Cultural São Paulo (CCSP) será palco da segunda edição do Festival Lá Vem Drags, iniciativa gratuita que destaca a riqueza e pluralidade da arte drag. Promovido pela Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, com apoio do CULTPSP Pro, o evento oferece uma programação diversa e envolvente, que inclui debates, apresentações artísticas e encontros com importantes nomes da cena.
Debates e encontros que ampliam o olhar sobre a cultura drag
Durante dois dias, o público terá acesso a mesas temáticas que exploram temas como a produção de conteúdo digital, a preservação da memória drag, diversidade de gênero, performance e os novos espaços para a arte drag nas áreas da cultura, educação e comunicação. Entre os convidados estão artistas, produtores de conteúdo e integrantes de instituições dedicadas à preservação da memória LGBTQIAPN+, como o Museu da Diversidade, o Acervo Transformista e Bajubá e o Coletivo Acuenda.
Um destaque especial é a mesa “Conversa de Acervo: Onde Está a Memória Drag?”, realizada em parceria com o Núcleo Memória do CCSP. Essa atividade propõe uma reflexão profunda sobre os desafios da documentação e preservação da arte drag no Brasil, reunindo representantes de museus, acervos independentes e coletivos culturais para debater estratégias que assegurem a salvaguarda das trajetórias e manifestações que compõem a história da cultura LGBTQIAPN+ nacional.
Oficinas e performances ampliam a experiência do público
A programação inclui ainda uma masterclass conduzida pela performer e peruqueira Brooke Elbe, que compartilha técnicas de estilização de perucas, além de uma atividade com Zeus Achetti, que apresenta processos criativos que unem artes visuais, cênicas e performance na construção de personas e máscaras artísticas.
O diálogo entre a arte drag e o audiovisual também ganha espaço com a participação da diretora Maluvitta e da roteirista Audácia, que conversam sobre o documentário “All That Drag”. A conversa destaca os desafios de registrar a cena drag contemporânea brasileira e a importância do audiovisual para preservar e difundir suas histórias e transformações ao longo do tempo.
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Performances e batalhas que expressam a diversidade da cena drag
A diversidade da arte drag se manifesta na performance “O Palco é o Corpo”, idealizada por Afropaty e interpretada por Marvena, Fedra, Avante, Dmitrry, Luna Glamn e Halenka. A apresentação reúne diferentes vertentes da cena contemporânea, como ballroom, monstra, femme queen, dança, artes circenses e covers.
Entre as atrações artísticas, o público poderá conferir o espetáculo especial da Gongada Drag – Golden Girls, que mistura humor, improviso e música em homenagem a artistas históricas da cena drag paulistana. A programação também inclui a Batalha Drag – Travas da Sul, que reúne drag queens, drag kings e outras expressões dissidentes em apresentações que combinam dança, teatro, dublagem e crítica social.
Encerramento com show de Lia Clark e participação de Marcia Pantera
Para finalizar o festival, a cantora e drag queen Lia Clark apresenta a Fenomenal Tour, espetáculo inspirado no seu mais recente álbum, que mistura funk brasileiro, pop e uma forte presença visual. A noite ainda conta com a participação especial de Marcia Pantera, referência histórica da cultura drag nacional e uma das artistas que ajudaram a consolidar essa linguagem no Brasil.
Serviço e programação detalhada
Evento: 2º Festival Lá Vem Drags
Data: 4 e 5 de julho de 2026 (sábado e domingo)
Local: Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro, 1.000, Paraíso, São Paulo (SP)
Entrada: gratuita
Programação de sábado (04/07):
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- 14h – Mesa I: Criadoras de Conteúdo – Maluvitta, Galezya e Ana Mary B (Sala Adoniran Barbosa)
- 15h30 – Conversa com diretora e roteirista de “All That Drag” – Maluvitta e Audácia (Sala Lima Barreto)
- 16h – Masterclass I: Perucaria – Brooke Elbe (Sala Adoniran Barbosa)
- 16h – Masterclass II: A Construção da Máscara – Zeus Achetti (Sala de Ensaio I; inscrições via formulário)
- 17h30 – Mesa II: Conversa de Acervo: Onde Está a Memória Drag? – Mediação Núcleo Memória CCSP; participação Museu da Diversidade, Acervo Transformista, Bajubá e Coletivo Acuenda (Sala Adoniran Barbosa)
- 19h – Mesa III: Gênero e Drag – Brooke Elbe, Rud Fiamino e Ginger Moon (Sala Adoniran Barbosa)
- 20h30 – Gongada Drag – Golden Girls – Bruno Motta, Valenttini, Donatella Vogue, Gretta Star, Leticia Venturini, Rosana Star e Divina Núbia (Sala Jardel Filho)
Programação de domingo (05/07):
- 14h – Mesa IV: Drag à Luz do Dia – Zeus Achetti, Vera Ronzela, Savana Drag Queen e Miss Glória (Sala Adoniran Barbosa)
- 15h30 – Masterclass I: Perucaria – Brooke Elbe (Sala Adoniran Barbosa)
- 15h30 – Masterclass II: A Construção da Máscara – Zeus Achetti (Folheteria; inscrições via formulário)
- 17h15 – Batalha Drag – Travas da Sul, com abertura de Izabella Safira (Espaço Missão)
- 18h15 – Performance: O Palco é o Corpo – Marvena, Fedra, Avante, Dmitrry, Luna Glamn, Halenka; idealização Afropaty (Sala Adoniran Barbosa)
- 18h30 – Mesa V: A Experiência Dentro da Performance – Afropaty, Karoline Absinto e Warralla BlackBerry (Sala Adoniran Barbosa)
- 21h – Show Lia Clark – Fenomenal Tour, com participação especial de Marcia Pantera (Sala Adoniran Barbosa)
Sobre a Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa
A Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa (SMC) de São Paulo, fundada em 1935 como Departamento de Cultura e Recreação, atua há mais de 90 anos na promoção da cultura e no fortalecimento da economia criativa da cidade. A SMC valoriza a diversidade cultural, preserva patrimônios e forma profissionais para a indústria criativa.
Com ampla rede de equipamentos, administra 13 Centros Culturais, 7 Teatros Municipais, 20 Casas de Cultura, a Casa de Cultura Cidade Ademar (a ser inaugurada em 2025), 2 museus (incluindo o Museu da Cidade de São Paulo, composto por 13 unidades, e o Museu das Culturas Brasileiras em fase de obras), 54 Bibliotecas de Bairro, 15 Pontos de Leitura, 15 Bosques de Leitura, 6 Escolas Municipais de Iniciação Artística (EMIAs) e 3 unidades da Rede Daora – Estúdios Criativos das Juventudes.
A SMC também atende 104 equipamentos culturais e CEUs por meio de programas como PIAPI (Programa de Iniciação Artística para a Primeira Infância), PIÁ (Programa de Iniciação Artística) e Programa Vocacional.


