Frio intenso e chuva ampliada marcam o início de julho no Brasil
O mês de julho inicia nesta quarta-feira (1º) trazendo um inverno ainda mais rigoroso para o Brasil. Após um começo de estação com episódios de frio intenso, geadas e registro de temperatura mínima de -9,2ºC em Bom Jardim da Serra (SC), novas massas de ar polar prometem manter o clima gelado nas próximas semanas. Essa combinação reforça o destaque das baixas temperaturas em várias regiões do país.
Além do frio, os modelos meteorológicos indicam que as chuvas serão mais frequentes e abrangentes do que o normal para julho. De acordo com os meteorologistas Celso Luis de Oliveira Filho e Sabrina Custódio, da Tempo OK, as precipitações, tradicionalmente concentradas no Sul, devem alcançar áreas do Sudeste e Centro-Oeste, trazendo maior nebulosidade e umidade. Essa mudança dificulta a elevação das temperaturas, especialmente em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.
Previsão detalhada para as regiões brasileiras
No Sul, Santa Catarina e Paraná devem registrar volumes de chuva acima da média, com precipitações mais irregulares no Rio Grande do Sul. A frequência de chuvas será maior na primeira semana e no início da segunda quinzena do mês. As ondas de frio continuam a marcar o período, embora os modelos não consigam prever datas exatas para essas ocorrências. A combinação de frio e umidade também favorece o aumento de doenças fúngicas, dificultando o manejo das culturas de inverno.
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Fonte: tcheagora.com.br
Na Região Sudeste, as chuvas devem ficar acima da média na maior parte da área durante os primeiros dez dias e depois após a terceira semana, com exceção do norte de Minas Gerais e Espírito Santo, que terão precipitação dentro do esperado. O excesso de chuva e a nebulosidade mantêm as temperaturas mais baixas, prejudicando especialmente as lavouras de cana-de-açúcar e café em Minas Gerais e São Paulo, com impacto direto nas colheitas.
O Centro-Oeste também vai sentir os efeitos do clima mais úmido e frio. A chuva deve superar a média na maior parte da região, principalmente nos primeiros dez dias e após a terceira semana. No Mato Grosso do Sul, a influência das massas de ar frio mantém as temperaturas abaixo do normal, enquanto Mato Grosso e Goiás devem registrar calor mais intenso. As lavouras de milho, algodão e cana-de-açúcar, todas em colheita, enfrentam dificuldades devido ao excesso de chuva, que atrasa a retirada da produção.
Regiões Norte e Nordeste: pancadas e calor fora do padrão
No Norte, as chuvas fora de época devem elevar o acumulado mensal no leste, centro e sul do Pará, sudeste do Amazonas e Rondônia. Embora a região normalmente registre temperaturas elevadas em julho, o Tocantins pode apresentar calor mais intenso e persistente. A combinação de chuva e calor não deve gerar impactos relevantes na agricultura local, mas a atenção se volta para o risco de incêndios florestais, especialmente com a chegada do período seco em Roraima.
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Fonte: cidaderecife.com.br
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Já no Nordeste, a faixa leste, tradicionalmente com as maiores chuvas do mês, deve registrar volumes abaixo da média. No Maranhão, as precipitações fora de época, influenciadas pelo El Niño, aumentam o acumulado. O calor predomina, com temperaturas mais elevadas no sul do Maranhão, sudoeste do Piauí e oeste da Bahia. A região enfrenta maior preocupação com focos de queimadas, principalmente nas áreas de Cerrado e Caatinga.
O papel do El Niño no clima de julho
Um dos principais fatores para essa mudança no padrão climático é o início do fenômeno El Niño, confirmado pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) em 11 de junho. Apesar de estar em fase inicial, o El Niño já influencia as condições atmosféricas na América do Sul, intensificando ventos em altitude e fortalecendo as frentes frias. Essa combinação mantém as chuvas fora das posições habituais, alterando o cenário climático do país.


