Incidente em voo Ryanair mobiliza passageiros e equipe médica
Durante um voo da Ryanair entre Tessalônica, na Grécia, e Memmingen, próxima a Munique, na Alemanha, um passageiro de 61 anos foi parcialmente sugado para fora da aeronave após uma janela se desprender logo após a decolagem. O episódio ocorreu nesta sexta-feira, 10, e causou grande agitação entre os ocupantes do avião.
Segundo relatos, os passageiros próximos à vítima conseguiram puxá-lo de volta para dentro da cabine. O homem sofreu lesões no pescoço e ombro, além de queimaduras causadas pelo atrito, conforme informado por um representante de hospital grego que preferiu manter o anonimato. Ele recebeu atendimento médico em solo, após o avião realizar um pouso de emergência em Tessalônica.
Reação da companhia aérea e detalhes do voo
A aeronave envolvida, um Boeing 737-800 com capacidade para até 189 passageiros, pertence à Malta Air, subsidiária da Ryanair. Em nota, a empresa confirmou que o avião retornou à origem logo após o incidente com a janela e que o pouso foi realizado normalmente, com todos os passageiros desembarcando no terminal. Posteriormente, um avião substituto foi disponibilizado para concluir o trajeto até a Alemanha.
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De acordo com dados do site Flightradar24, o Boeing alcançou mais de 15 mil pés de altitude cerca de seis minutos após a decolagem, quando iniciou uma descida rápida para aproximadamente 6 mil pés. A aeronave permaneceu no ar por cerca de 30 minutos para queimar combustível antes de retornar ao aeroporto de origem, totalizando cerca de uma hora desde a decolagem.
Testemunhos e impacto do incidente
Passageiros relataram à imprensa local que ouviram um forte estrondo, seguido pela ativação das máscaras de oxigênio e uma queda rápida de altitude. Uma passageira identificada como Christina descreveu o momento de pânico dentro da cabine, destacando que a cabeça, pescoço e ombros do homem ficaram para fora do avião antes de ser puxado por outros passageiros.
“A maioria estava com os olhos fechados, mas o barulho foi muito alto, mais forte do que um pneu estourando. Percebemos imediatamente a perda de pressão e a queda de altitude, o que gerou gritos e confusão”, disse ela em entrevista a uma rádio de Tessalônica.


