Expansão das ocupações verdes em São Paulo
A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho (SMDET), divulgou um estudo atualizado sobre o mercado de trabalho sustentável da cidade. A partir de uma metodologia inédita lançada em 2025, o município avançou no mapeamento das ocupações verdes, identificando os profissionais que atuam em áreas relacionadas à sustentabilidade, eficiência energética, economia circular e preservação ambiental.
O levantamento aponta que, em 2024, São Paulo contava com 290.334 vínculos formais em ocupações verdes, correspondendo a cerca de 5% do total de empregos formais na cidade. Esse número revela um crescimento em relação aos anos anteriores, quando foram registrados 286.533 trabalhadores em 2022 e 286.978 em 2023, demonstrando a consolidação da economia verde como um importante motor para geração de emprego e renda na capital paulista.
Metodologia e classificação das ocupações verdes
O estudo foi desenvolvido por técnicos da SMDET com base na metodologia da categoria de empregos verdes do Bureau of Labor Statistics (BLS) dos Estados Unidos, referência internacional na área. A pesquisa identificou 345 ocupações verdes entre as 2.709 analisadas no mercado formal paulistano.
As ocupações foram classificadas em cinco critérios principais: eficiência energética, fontes de energia renovável, redução dos impactos ambientais e economia circular, preservação ambiental e uso sustentável dos recursos naturais, além de conformidade e educação ambiental. Entre as profissões destacam-se funções ligadas à transição ecológica, bem como atividades estratégicas para redução dos impactos ambientais em diversos setores econômicos.
Setores e perfis dos trabalhadores verdes
O setor de reparação e manutenção concentra o maior número de empregos verdes na cidade, com mais de 106 mil vínculos formais, seguido pelos setores de transporte (70,5 mil), gestão de resíduos (42,4 mil) e infraestrutura (29 mil). Entre as ocupações com maior número de trabalhadores estão motorista de ônibus urbano (32.106), trabalhador de limpeza e conservação de áreas públicas (30.136) e trabalhador da manutenção de edificações (25.722).
O perfil dos profissionais revela que 82% são homens e 18% mulheres. Quanto à escolaridade, a maioria possui ensino médio completo, totalizando mais de 155 mil trabalhadores. A faixa etária predominante está entre 50 e 64 anos, seguida pelo grupo entre 40 e 49 anos.
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Impactos para políticas públicas e desenvolvimento econômico
Segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Rodrigo Goulart, o levantamento reforça a capacidade da Prefeitura de orientar políticas públicas voltadas à qualificação profissional e à geração de empregos sustentáveis. “São Paulo já demonstrou sua força na economia verde ao mapear as atividades econômicas ligadas à sustentabilidade. Agora damos mais um passo ao identificar quem são os profissionais que movimentam esse setor. Esses dados permitem desenvolver políticas públicas mais eficazes de qualificação, inclusão produtiva e geração de oportunidades alinhadas aos desafios climáticos e ao futuro do trabalho.”
Este estudo complementa a pesquisa anterior realizada em parceria com a rede internacional de cidades C40, que identificou cerca de 278 mil empregos verdes diretos em mais de 190 atividades econômicas sustentáveis da capital. Juntos, esses levantamentos formam uma das bases mais completas já produzidas por um município brasileiro sobre economia verde e mercado de trabalho, ampliando a capacidade de planejamento das políticas de desenvolvimento econômico sustentável em São Paulo.


